sexta-feira, 23 de agosto de 2013

15 de Agosto de 2013

Você chegou, meu filho. No dia 15 de agosto, pela manhã, pesando 3,810kg e medindo 52cm. Grandão, lindão, claro que me fez chorar ao ouvir seu primeiro choro, claro que me fez chorar quando lhe trouxeram para o meu lado, ainda na sala de parto. Como a vida é feita de fortes emoções, você também nos deu um pequeno susto: apresentou um cansaço depois do parto e ficou alguns minutos (que, para mim, foram longos demais) em observação.  Seu pai ia e vinha me dar notícias suas, enquanto eu me recuperava no quarto, desejando sua presença. Cogitaram a possibilidade de lhe levarem para a UTI neonatal, se não houvesse uma evolução do caso, mas havia uma torcida enorme de médicos e enfermeiras que não saíram de perto de você nenhum segundo, cuidando para que você ficasse logo bom. E foi o que aconteceu. A cena que eu não esquecerei é a de seu pai, com você no colo, entrando no quarto, seguido de pediatra, enfermeiras e mais um bocado de gente sorrindo e me dizendo que não foi preciso UTI coisa nenhuma e que você estava ótimo. E eu? Em prantos de felicidade, lógico (e levando bronquinha da médica que me disse que se chorasse o leite não descia..rs..rs).

Então, ficamos mais dois dias no hospital, junto de sua tia Zilda, que veio nos ajudar e, quando chegamos em casa, foi só festa. Não posso deixar de agradecer toda a atenção da equipe médica e de enfermagem que nos acompanharam nesses dias de internação. Fantásticos, atenciosos, amigos. Até minhas neuras de amamentação passaram, pois, com a ajuda deles, o leite realmente veio e é o que você está bebendo avidamente, todos os dias. Infelizmente, não consegui o mesmo com sua irmã, que precisou de complemento desde o início. Acho que, naquela época, não tive muita orientação e ajuda de uma equipe mais especializada como desta vez, mas não me culpo. Ela cresceu forte e saudável, graças a Deus.

Bem, a vida está meio confusa como deveria estar com a sua chegada, claro. Noites de sono curto, chorinho de madrugada, muito peito (você suga forte, viu?!) e cansaço como esperado. Mas, confesso que estou mais tranquila do que quando era mãe de primeira viagem. Tudo flui com mais naturalidade, menos medo (a gente descobre que vocês não quebram ao mais leve toque..rs). Ah, o fato de não precisar lavar e ferver mamadeiras também ajuda muito. E você, meu filho, é tranquilinho, dorme bem no berço e na cama (no sofá-cama da sala, para ser mais exata, que é onde eu me jogo com você, de madrugada, quando o sono está quase me derrubando). Sua irmã não ficava deitada nem um segundo. Só queria colo!..rs..rs

Enfim, estamos todos felizes com a sua chegada. Seja bem vindo, meu amor, meu menino. Teremos muitas aventuras para viver juntos em família. 

Com amor,

Sua mãe

domingo, 11 de agosto de 2013

Tá chegando a hora...

38 semanas, Henriquinho. Nosso encontro está cada vez mais próximo. Sua tia Zilda e sua prima Nathália chegam na próxima semana para ver você e, de quebra, me ajudar um pouquinho. Vai ser ótimo ter esse suporte nos seus primeiros dias em casa, já que a bagunça promete ser grande (como é todo nascimento de um bebê é..rs..rs). Continuo ansiosa, nervosa, etc e tal, mas com muita vontade de ter você em meus braços, saudável, feliz e cheiroso (porque não há perfume mais gostoso do que o cheiro de um filho).

Seu quartinho está pronto. Simples, como foi o da sua irmã, mas organizado com muito amor. O dela foi branco e lilás. O seu é branco e verde. Na verdade, os móveis (cômoda, bancada e berço) são os mesmos que foram da sua irmã, pois ela fez questão de emprestá-los a você. Os detalhes em verde ficam por conta do kit que comprei (abajur, porta-fralda, porta- objetos, garrafa térmica, etc). Aliás, o kit foi escolhido e comprado pelo seu pai, há meses. Como bom militar, ele ama verde e, evidentemente, essa cor fará muito parte da sua vida. Já compramos também uma linda banheira (tenho que reaprender a dar banhos em bebês..rs) e você ganhou um carrinho (preto e vermelho, Mengooo!!!) da sua irmã mais velha e madrinha, Natália e um bebê conforto que foi de Gabriel, filho de uma amiga/irmã minha (madrinha de Maria Luiza). No mais, todas as suas roupinhas estão cheirosas , lavadas, passadas e guardadas com muito carinho, prontas para sua chegada.

É isso, meu amor. Está tudo pronto, só falta você!

Beijos! Te amo!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mais Próximo a Cada Dia...

36 semanas, Henriquinho. Logo, logo, você estará aqui conosco, do lado de fora do barrigão. Confesso que não vejo a hora de ter você em meus braços. Fico imaginando seu rostinho, seu cheiro... Imagino a nova rotina da casa, a reação da sua irmã, do seu pai... Ao mesmo tempo, toda essa novidade também me assusta. Será que darei conta? Será que conseguirei ser uma boa mãe para vocês? Ah, esses hormônios da maternidade nos enlouquecem, pode acreditar. Já chorei horrores, escondida no banheiro. Por que? Sei lá. Só me dá vontade de chorar, de vez em quando. Depois, passa, tudo passa.

Também ando cansada demais. Sem ar, com dores nas costas, com as pernas pesadas, sem ânimo para muitas coisas... Fim de gravidez é cansativo mesmo. É interessante pensar em como a chegada de uma nova vida nos lembra como é a rotina de uma pessoa mais velha, pois é assim que eu me sinto. A cabeça está ótima, mas o corpo já não responde direito aos meus anseios. Primeiro, confesso que meu visual já não me agrada: a barriga é enorme, os cabelos urram por tratamentos químicos que não podem ser feitos (por enquanto), poucas roupas caem bem...Além do mais, as pernas não respondem quando quero andar mais rápido, abaixar para pegar alguma coisa é um sacrifício, dormir é uma guerra já que o ar parece não entrar nos pulmões e o corpo inteiro doi. Deve ser assim que nos sentimos na velhice. É como um aprendizado de respeito aos mais velhos, pois o corpo falha, independentemente da nossa vontade, algum dia. A preparação de uma vida nos lembra o quanto a vida é valiosa é efêmera, ao mesmo tempo.

Bem, meu filho, filosofias à parte, espero que tudo esteja direitinho aí por dentro. Sei que o espaço já está bem reduzido e que nosso encontro está cada vez mais próximo. Então, meu amor, saiba que você já é muito bem vindo e que todos nós estamos ansiosos pela sua chegada.

Beijos, sua mãe.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Coisas de Malu

Maria Luiza, brincando com um amiguinho em João Fernandes, praia de Búzios-RJ:
- Mãe, o nome dele é Lucas, mas não é o Lucas da minha escola.
-Ah, é filha? Na sua escola, tem um Lucas também?
-Tem, sim, mamãe. É o Lucas Rosa (evidentemente, "Rosa" é o sobrenome do garoto).
-Legal, filha.
-Mãe?
-Oi, amor.
-Se na minha escola tem o Lucas Rosa, então...esse daqui...deve ser o Lucas azul, né?!

#maeseacabandoderir

terça-feira, 2 de julho de 2013

Das Coisas Que Eu Não Quero Esquecer...

Maria Luiza, com a mão na minha barriga, sentindo o irmão mexer:
-Mãe, ele tá jogando basquete dentro de você???

...

Depois de um tempo, olhando para a minha barriga quieta, perguntou:
-Mãe, ele tá chutando você?
-Não, filha, agora não. Deve estar dormindo.
-Ei, Henriquinhoooo!!! Acorda para jogar futeboool!!!

...

Pouco tempo depois de ter levado uma bronca minha:
-A mamãe hoje tá que tá!

...

Eu, tentando me levantar, com o barrigão.
-O que foi, mamãe?
-Estou tentando me levantar, filha, mas está difícil.
-Vem, eu te ajudo ( e segurou minhas mãos, tentando me levantar).
-Obrigada, meu amor.
-De nada. E quando você ficar velhinha, vou te levar para passear comigo.
-... (lágrimas nos olhos e sorriso bobo no rosto= EU)

...

Ela, olhando para os pingentes que ganhei de Dia das Mães (um menino e uma menina), que agora sempre trago no pescoço:
-Mãe, esta sou eu, e este é o meu irmãozinho?
-Isso, filha.
-Mãe?
-Fale, meu amor.
-Você agora tem uma "pincesa" e um "píncipe". Eu e meu irmãozinho.

...

Muitas lembranças ainda para serem contadas, muitas outras que ainda virão, e eu aqui, esperando que, um dia, vocês dois, meus filhos, possam ler tudo isso. Registros da nossa história.

Com amor.

Mamãe.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Antes do Irmão Chegar...

Maria Luiza está com uma manha sem fim. Muito sensível, chora se os amiguinhos do colégio não querem brincar com ela, se não consegue logo algo que quer... É um choro doído, calado, sentido. Eu confesso que morro um pouco a cada vez que ela fica assim. Vontade de colocar no colo e não tirar nunca mais. Sim, eu sei que faz parte do amadurecimento, mas sei, também, que é influência da chegada do irmão.

Recentemente, passamos por dois dias de regressão: xixi e cocô nas calças. Tive paciência, expliquei que ela já havia passado daquela fase, perguntei o que estava havendo e tentei entender. Passou. Ela me disse que é uma mocinha e não vai mais fazer aquilo. Ao mesmo tempo, noto que está mais grudada comigo: beija, abraça, agarra, diz que eu sou linda...  Uma fofura. O pai, viajando há uma semana, também faz muita falta. Ela pergunta por ele o tempo todo. Diz que vai "amassá-lo" quando ele chegar.

Fico feliz com todo esse carinho que ela vem demonstrando, mas também fico preocupada. Será que isso é medo de perder nossa atenção? Provavelmente. Eu converso com ela sobre o irmão, como vai ser legal tê-lo conosco, para brincar, passear... Ela fica contente. Diz que vai me ajudar com ele, colocá-lo no colo, levar ao colégio, ensiná-lo a falar, correr, usar o vasinho... Acho graça, acho lindo, fico emocionada, já imaginando todas essas cenas.

Acho que fizemos a escolha certa ao decidir ter mais um filho. Embora seja tudo essa confusão de sentimentos para o filho mais velho, tenho certeza de que a experiência de caminhar junto a um irmão pela vida é muito válida (todos os pais de segunda viagem que conheço confirmam isso). A amizade, a cumplicidade, as brigas, enfim, a convivência será muito boa para ambos. Para mim, particularmente, sei que o cansaço será maior, a responsabilidade nem se fala, mas o retorno é  ter mais beijos para ganhar, mais abraços, mais sorrisos, mais uma voz me chamando de "mamãe" (adoooro!) e mais uma mãozinha para segurar na hora de dormir.

Que seja assim. 


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pensando em Você

Todos dormem em casa, e eu aqui, sem sono, gripada e pensando no futuro próximo. Mais exatamente, pensando em você, Henrique, meu filho. Sentir você me chutar é um prazer, mesmo quando dói um pouquinho. Não, não gosto de sentir dor, mas, amo saber que você está bem, quando se revira em minha barriga (e que barriga!). 

Aos sete meses, já chegou a hora de lavar suas roupinhas, passar, organizar tudo, exatamente como fiz quando esperava sua irmã. Isso é algo que me deixa imensamente feliz. Adoro tocar seu enxovalzinho e imaginar você vestindo cada bodyzinho, macacão, camisetinha... Penso no seu rosto... Com quem se parece? Algo me diz que será mais parecido com seu pai (ou não?!). Tenho uma foto de seu pai criança e deve ser por isso que me vem essa sensação.

Bem, além da ansiedade pela sua chegada, também sinto medo, o que é comum a todas as mães, ou pelo menos, à maioria delas. Medo de quê? De não ser uma boa mãe, de faltar em algum momento, de não saber lhe entender ou de não ser entendida... Ah, de tantas coisas! Acho que eu exijo demais de mim, como mãe, tanto com relação a sua irmã, quanto, agora, com relação a você. Quero participar de tudo, fazer tudo, ser onipresente. Mas, isso existe? Claro que não. É impossível ser tudo ao mesmo tempo, e eu tenho que aprender a me cobrar menos e a relaxar mais. Você me ajuda, meu menino? Desculpe se eu falhar, se eu errar, se eu não for perfeita. É que eu não sou mesmo. Sou só alguém muitíssimo feliz pela família que construí. Deus me abençoou muito quando colocou seu pai, sua irmã e você na minha vida. Família é tudo, meu amor. Essa é a lição que eu aprendi com meus pais (que também já te amam desde sempre) e que eu gostaria de ensinar a você. 

Te amo e te espero, meu pequeno.