quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Das Coisas Que Eu Não Quero Esquecer

- Que Henriquinho fala "mamãe" e "papai" com a carinha sorridente mais linda do mundo. E que, para todas as outras coisas, "tetê" é a única palavra existente;

- Que Maria Luiza tem um vocabulário todo especial e que eu acho lindo: "abre e fecha" = arco e flecha; "leite com mensagem" = leite condensado; "agrudar"= colar, grudar;
 
- Que, às vezes, eu me sinto no fundo do poço do desânimo, mas basta uma vozinha me chamando de "mamãe" ou um sorriso babado para eu me levantar e agradecer a Deus por essas bênçãos que recebi;
 
- Que Henriquinho dispara beijos para todos os lados assim que vê alguém beijar ou falar a palavra "beijo";
 
- Que Maria Luiza agora nada como uma sereia e que usa até máscara de mergulho para explorar o fundo da piscina em busca dos objetos jogados estrategicamente pelo pai;
 
- Que Henriquinho também já adora nadar e não tem medo de se jogar na água com a irmã (aos cuidados dos pais, claro);
 
- Que eu tenho que reclamar menos, exigir menos, aproveitar mais meu tempo com minha família.
 
- Que tudo passa e o que tem que permanecer são os momentos de felicidade.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Feliz Primeiro Ano de Vida, Meu Pequeno!

Hoje, você completou um ano, Henriquinho... Um ano que inundou a minha vida com a certeza de que o maior amor do mundo é capaz de ser multiplicado. Confesso, meu amor, que tive medo de não saber ser mãe novamente, de não sentir aquela sensação de amor profundo que me veio quando sua irmã nasceu. Bobagem. No dia do seu nascimento, quando o médico encostou seu rosto no meu, as lágrimas vieram fáceis, o peito transbordou de felicidade e o sentimento era de que você já era muito meu desde sempre.
Hoje, no seu dia, infelizmente você está gripadinho. Acontece. Mas, nem por isso, deixou de ganhar presentes, devidamente escolhidos por mim, seu pai e sua irmã. Tem uma loja de brinquedos enoooorme ao lado de nossa casa e é lá que a farra sempre acontece. Até as vendedoras já nos conhecem de tanto que aparecemos por lá. Enfim, carrinhos, bola, máquina fotográfica falante... Você gostou de tudo.
O chato é que, como não temos amizades aqui em Manaus, não deu para fazer a festinha que eu tanto queria, mas, no domingo, quando você estiver melhorzinho, vou enfeitar a casa, fazer bolo e docinhos para cantarmos parabéns. Vamos ser só nós e nossos infinitos desejos de felicidades para você, meu pequeno. Vou registrar tudo, tirar muitas fotos, para que essa lembrança possa ser vista no futuro.
A você, meu filho, só consigo desejar coisas boas. Saúde, proteção, alegrias... E que eu possa estar ao seu lado, por muito tempo ainda, fazendo parte dessa incrível jornada que é a sua vida.
Feliz aniversário, meu pequeno! Te amo!
 
Mamãe

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Reflexões

Então que eu escrevo a conta gotas. É verdade. Sempre acho que vou ter tempo para vir aqui, mas vou adiando, adiando... Quando vejo, meses se passaram e tanta coisa aconteceu... Henriquinho, por exemplo, aos onze meses, começou a andar. E é uma graça ver aquele pingo de gente, serelepe, descobrindo cada cantinho da casa. Maria Luiza, por sua vez, me surpreende com suas frases bem elaboradas e cheias de criatividade infantil. Uma linda! Só existe algo que me preocupa: está roendo as unhas escondida. Ainda não flagrei o ato, mas sei que ela está fazendo, pois as bichinhas (as unhas) estão em petição de miséria de tão roídas. Isso foi por conta do nascimento do irmão. Antes, ela não tinha o hábito. Eu, sinceramente, não sei o que fazer. Só sinto culpa. Coisa de mãe.
 
Há um mês, estivemos em Macapá, para o casamento da irmã mais velha dos meninos. Maria Luiza foi daminha e amou cada segundo, desde a preparação no salão, até a entrada triunfal ao som de "Let it go", do Frozen. Henriquinho estava de colete e gravatinha borboleta. O pai de meio-fraque. Eu de madame. Contratamos uma babá para a festa e eu pude respirar um pouco e ter um dia de princesa, longe de mamadeiras e fraldas sujas. Foi ótimo, necessário e salvou minha sanidade mental que andava bem abalada por conta de muitos pensamentos e questionamentos por conta desse casamento. Nada contra os noivos, que são uns amores. Coisa minha mesmo, algumas amarguras presas na alma que me assombram, às vezes. Coisas que remetem ao início do meu próprio casamento e que ainda me incomodam. Tudo tomou proporção desmedida por conta desse evento, mas o que importa é que ocorreu tudo em paz. E foi um lindo casamento. Já disse que adoro casamentos? Adoro. Espero que Maria Luiza queira se casar um dia, com tudo que tem direito. Acho que é o sonho de toda mulher, mesmo das mais moderninhas que dizem que "não, não pensam nisso". Pensam.  Pena que não adianta apenas sonhar... Eu sou ótima em sonhos. Ou era, sei lá. Bem, esquece.

Também fomos a Recife, só eu e os meninos. O pai, trabalhando. A viagem de avião foi uma aventura, tanto a ida quanto a volta. Problemas antes do voo, atrasos em escalas, aeromoças chatas e tudo isso coroando meu momento "mãezona que viaja longas distâncias sozinha com dois filhos pequenos". Pode me chamar de doida. Eu sei que sou. Mas, valeu a pena. Os dias passados na casa de meus pais foram preciosos. Voltei mais leve, mais viva. Estava precisando dar um tempo de Manaus. Nada contra a cidade. Tem tudo aqui, é uma cidade grande, bacana, bonita. Mas, eu ando de mau humor, sei lá por quê. Confesso que o calor é um fator que me irrita um pouco. É muito quente, abafado, mais do que qualquer outro lugar que já tenha conhecido ou morado. Nesse ponto, a adaptação tem sido bem difícil. Os meninos também sofrem um pouco, mas acho que, para mim, a questão é ainda pior. Estou tentando domar meu humor, melhorar o astral, conhecer mais a cidade, falar com as pessoas... É um processo, eu sei. Mas, como disse, os dias passados em Recife foram essenciais para recarregar minhas energias. Estou disposta a tentar superar os problemas com mais vontade. Bola pra frente!
 
No mais, meu foco é terminar o curso chato que comecei ainda no Rio, organizar os aniversários dos meus pimpolhos, começar a trabalhar (promessas existem) e viver da melhor forma possível. O mundo não para por conta dos meus chiliques, nem pelas coisas que eu não tive e gostaria de ter tido. Muito menos para por causa das coisas que foram ou não foram ditas ou dos sonhos de menina que eu não realizei. O mundo gira, muito, o tempo inteiro. Giremos com ele e sejamos felizes.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Let It Go, Let It Go...

Oi, amores!

Mamãe voltou para contar algumas novidades...

 Primeiro, meu pequeno príncipe já anda com apoio a casa inteira e ensaia parar em pé, sem se segurar em nada. Passa pouco tempo é verdade, pois logo cai de bumbum no chão. Ainda bem que a fralda serve como um air bag bundístico que alivia o choque. O melhor é a cara de felicidade que você faz por ficar em pé, filhote. É uma alegria sem fim, como se realmente entendesse que está fazendo algo importante (e quem disse que não entende, né?!). Outra coisa são os dentes... Eu que pensei que você iria se render à chapa colada com Corega, já que os dentes não nasciam... A dentadura está vindo de uma vez só! É tanto dente surgindo nessa boca babada que eu acho que, daqui a pouco, você vai ter é um sorriso completo! Ainda não apresentou nenhum incômodo, nem febre, nem mau humor. Ainda bem. Ah...coisas que eu não deveria contar, mas vou. Você vai me matar, no futuro, quando alguma namorada ler isso, mas eu não aguento... Sabe qual o seu novo esporte? Tirar a fralda no berço e se lambuzar com...bem, como eu diria...cocô!!! Duas vezes já presenciei esse "espetáculo". Deixei você dormindo e, quando voltei para ver se estava tudo bem, o que vi foi um serzinho todo fedido, sem fralda e brincando de "massinha" que não era bem de modelar. Aff!!!! Ainda assim, morri de rir com a sua cara safada. Jogou a fraldinha longe e ficou lá, só na bagunça. Ok, que depois dar banho em você foi uma operação de choque, bem como limpar toda a sujeira, mas...vai para o baú das lembranças.

Já você, minha princesa, não usa mais fraldas para dormir há um mês, pelo menos.  Fazia tempo que não precisava, mas a verdade é que eu tinha era preguiça de lhe acordar à noite para ir ao banheiro, mas, enfim, a preguiça passou. Você vai numa boa, parecendo um zumbi, mas, ao menos, não precisa mais de fraldinhas lhe apertando durante o sono. Outra coisa é que sua mais nova mania é cantar em inglês, português, espanhol, finlandês, japonês e sei lá mais quantos idiomas, a música do desenho Frozen. Virou mania, paixão, obsessão, sei lá. Só sei que, quando me dou conta, eu também saio cantarolando pela casa, "let it go, let it go...", ou "libre soy, libre soy". Viciamos. Um dos seus aniversários terá esse tema. Digo em plural porque você quer duas festas evidentemente. Uma em casa e outra no colégio. O outro tema será Monster High, outra paixão do momento. E eu tenho que começar a me organizar para essas festanças, considerando que o primeiro ano do seu irmão também está chegando. Ainda bem que ele é menos exigente (ainda!). No mais, você confiscou para si própria todos os presentes do dia das mães que fez no colégio. Sua desculpa é que eu tinha que aprender a "partilhar" as coisas e que você também merecia tudo aquilo. Por quê? "Porque eu também sou mãe das minhas bonecas, mamãe". Ok, ok... De todo jeito, meus presentes são vocês, todos os dias.
 
E eu e seu pai... Bem, continuamos tentando nos adaptar à cidade, ao trabalho, etc. Não está fácil, confesso. Para completar, estou fazendo um curso numa área que não tem nada a ver comigo, mas, já que cismei em me matricular no ano passado, vou terminar. É questão de honra. Curso de corretagem de imóveis. Estou vinculada a uma imobiliária daqui para o estágio. As pessoas são legais e entendem que meu tempo é reduzido por conta das minhas tarefas maternas, mas eu não me encontrei na área, essa é a verdade. Estou fazendo as provas, indo para os plantões (tudo com você do lado, meu pequeno, enquanto sua irmã está na aula), mas o que eu quero mesmo é terminar, pegar o diploma e voltar a estudar matérias de Direito. Sou advogada. Esta é a minha profissão e o que eu quero voltar a fazer algum dia, se Deus quiser.
 
Por enquanto é só. Vida que segue, meus amores. Let it go.
 
Beijos!

domingo, 13 de abril de 2014

Notícias da Selva

É, meus pequenos amores, o blog ficou silencioso durante muito tempo. Mudança e tals, vocês sabem. Não é fácil, filhotes. Papai e mamãe fazem de tudo para que vocês sintam pouco o transtorno de tantas mudanças, mas é complicado.

Bem, Malu, você está num colégio ótimo. Lindinho, pertinho de casa, num horário bacana, onde você até almoça na escola. Isso foi ótimo para você. Comidinhas balanceadas e, num passe de mágica, você, meu filé de borboleta, passou a comer de tudo, bem direitinho. Valeu a pena. E valeu o seu sorriso quando voltou à escola. Eu sei que você estava com saudades de estudar.

E você, meu pequeno príncipe, já fica de pé com apoio, e com a maior facilidade do mundo. Sempre me surpreendo com seus avanços. Ficar de pé aos sete meses?! Foi rápido, hein?! Daqui a pouco você sai correndo, meu pingo de gente! E você está feliz, sempre sorridente e curtindo muito sua irmã, o que eu acho maravilhoso.

Quanto a mim e a seu pai, ainda estamos sofrendo um pouco com toda essa maratona, confesso. Nossa casa é bacana e, no geral, está tudo bem, mas acho que cansamos dessa vida de nômades. Perdeu um pouco a graça, sabem? Deixar amigos para trás a cada transferência, mexer com a cabecinha de vocês nessa fase de adaptação, minha particular vontade de trabalhar novamente em algo fixo, e o desejo de ter uma casa para chamar de nossa e não um PNR do Exército (que é um lar, mas não é nosso de verdade). Nós temos nosso apartamento, lá no nosso lindo nordeste, mas está alugado e nem tivemos o prazer de morar nele ainda. Mas, esse dia chega, ah, chega!

E assim, estamos aqui, nesta cidade de Manaus, que é bacana, bonita, mas que faz um calor danado! Depois de três anos longe da Amazônia, eu não lembrava de como o calor daqui é diferente do resto do país. Mas, faz parte do pacote, né?! Como diz seu pai: "se cair, grita selva"!

Beijos!

quinta-feira, 6 de março de 2014

A Evolução do Caçula

Pois bem, sem rodeios, vou direto ao assunto: há exatos dois dias, você, Henriquinho atingiu o nível "sentado sozinho" da sua carreira de bebê. Fiquei surpresa pela precocidade de seu ato, afinal, pelo que me lembro, sua irmã atingiu essa evolução somente com quase oito meses. Mas, você, com seis meses e alguns dias, se remexeu para um lado, para o outro, levantou o bumbum, esticou e dobrou as pernas e resolveu sentar. Claro que o ato foi seguido daquele sorriso banguela descarado que é muito comum no seu rostinho lindo. Adoramos a novidade, eu e sua maninha. Ela, particularmente, vibrou bastante com a sua malabarística atuação. Rimos juntas, filmamos e aplaudimos você. Seu pai, por estar visitando sua irmã mais velha lá no Amapá, perdeu o momento (tadinho, acho que ficou meio chateado por não ter visto), mas logo, logo poderá admirá-la no vídeo que gravamos para ele e, depois, pessoalmente, claro, quando nos reencontrarmos em Manaus.
 
Eu, aqui, fico com a sensação que o relógio corre mesmo desgovernado quando o assunto é o crescimento dos filhos. Dia desses, sua irmã era uma criatura pequenininha que insistia em não falar. Agora, fala pelos cotovelos, em português e, de vez em quando, até mesmo em inglês (yes, a pequena leva jeito com idiomas). E você, pimpolho, era um bebezinho tão "inho", que eu carregava nos braços para tomar sol, tão frágil, com aquela pelezinha transparente...Agora, já é um bebezão, risonho, gostoso, que me dá vontade de morder (eu tenho sim, essa vontade, mas é mordidinha de leve..rs..rs)!. E tudo isso me dá uma vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo, sabe? Porque embora adore ver esse crescimento fantástico de vocês, já tenho saudades do que vai ficando para trás, desses momentos em que vocês ainda são todos meus (ê, mãe possessiva!). É que depois virão os voos solos por essa vida afora e nós, seus pais, só poderemos torcer para que tudo dê certo e que vocês sejam muito felizes. Mas, que já me dá saudades, ah isso dá... Acho que faz parte do pacote de colocar pessoinhas amadas no mundo. A gente sente o coração bater fora da corpo (porque ele passa a bater junto ao de vocês) e essa sensação é muito louca! Só quem tem filho é que entende (frase clichê, mas que é a mais absoluta verdade).
 
Ah, Deus, não quero que esse post vire uma viagem filosófica... Desculpem-me, meus amores. Deve ser TPM. Mamãe está emotiva demais. Amo vocês, meus filhos lindos! Amo demais! E que o tempo corra sempre a nosso favor! Beijos!

terça-feira, 4 de março de 2014

"Voltei, Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço..."

Precisa de palavras??? Adoramos o Carnaval de Pernambuco!!! Pena que está acabando... Mas, ano que vem, tem mais, eba!!!