domingo, 13 de abril de 2014

Notícias da Selva

É, meus pequenos amores, o blog ficou silencioso durante muito tempo. Mudança e tals, vocês sabem. Não é fácil, filhotes. Papai e mamãe fazem de tudo para que vocês sintam pouco o transtorno de tantas mudanças, mas é complicado.

Bem, Malu, você está num colégio ótimo. Agnus Dei. Lindinho, pertinho de casa, num horário bacana, onde você até almoça na escola. Isso foi ótimo para você. Comidinhas balanceadas e, num passe de mágica, você, meu filé de borboleta, passou a comer de tudo, bem direitinho. Valeu a pena. E valeu o seu sorriso quando voltou à escola. Eu sei que você estava com saudades de estudar.

E você, meu pequeno príncipe, já fica de pé com apoio, e com a maior facilidade do mundo. Sempre me surpreendo com seus avanços. Ficar de pé aos sete meses?! Foi rápido, hein?! Daqui a pouco você sai correndo, meu pingo de gente! E você está feliz, sempre sorridente e curtindo muito sua irmã, o que eu acho maravilhoso.

Quanto a mim e a seu pai, ainda estamos sofrendo um pouco com toda essa maratona, confesso. Nossa casa é bacana e, no geral, está tudo bem, mas acho que cansamos dessa vida de nômades. Perdeu um pouco a graça, sabem? Deixar amigos para trás a cada transferência, mexer com a cabecinha de vocês nessa fase de adaptação, minha particular vontade de trabalhar novamente em algo fixo, e o desejo de ter uma casa para chamar de nossa e não um PNR do Exército (que é um lar, mas não é nosso de verdade). Nós temos nosso apartamento, lá no nosso lindo nordeste, mas está alugado e nem tivemos o prazer de morar nele ainda. Mas, esse dia chega, ah, chega!

E assim, estamos aqui, nesta cidade de Manaus, que é bacana, bonita, mas que faz um calor danado! Depois de três anos longe da Amazônia, eu não lembrava de como o calor daqui é diferente do resto do país. Mas, faz parte do pacote, né?! Como diz seu pai: "se cair, grita selva"!

Beijos!

quinta-feira, 6 de março de 2014

A Evolução do Caçula

Pois bem, sem rodeios, vou direto ao assunto: há exatos dois dias, você, Henriquinho atingiu o nível "sentado sozinho" da sua carreira de bebê. Fiquei surpresa pela precocidade de seu ato, afinal, pelo que me lembro, sua irmã atingiu essa evolução somente com quase oito meses. Mas, você, com seis meses e alguns dias, se remexeu para um lado, para o outro, levantou o bumbum, esticou e dobrou as pernas e resolveu sentar. Claro que o ato foi seguido daquele sorriso banguela descarado que é muito comum no seu rostinho lindo. Adoramos a novidade, eu e sua maninha. Ela, particularmente, vibrou bastante com a sua malabarística atuação. Rimos juntas, filmamos e aplaudimos você. Seu pai, por estar visitando sua irmã mais velha lá no Amapá, perdeu o momento (tadinho, acho que ficou meio chateado por não ter visto), mas logo, logo poderá admirá-la no vídeo que gravamos para ele e, depois, pessoalmente, claro, quando nos reencontrarmos em Manaus.
 
Eu, aqui, fico com a sensação que o relógio corre mesmo desgovernado quando o assunto é o crescimento dos filhos. Dia desses, sua irmã era uma criatura pequenininha que insistia em não falar. Agora, fala pelos cotovelos, em português e, de vez em quando, até mesmo em inglês (yes, a pequena leva jeito com idiomas). E você, pimpolho, era um bebezinho tão "inho", que eu carregava nos braços para tomar sol, tão frágil, com aquela pelezinha transparente...Agora, já é um bebezão, risonho, gostoso, que me dá vontade de morder (eu tenho sim, essa vontade, mas é mordidinha de leve..rs..rs)!. E tudo isso me dá uma vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo, sabe? Porque embora adore ver esse crescimento fantástico de vocês, já tenho saudades do que vai ficando para trás, desses momentos em que vocês ainda são todos meus (ê, mãe possessiva!). É que depois virão os voos solos por essa vida afora e nós, seus pais, só poderemos torcer para que tudo dê certo e que vocês sejam muito felizes. Mas, que já me dá saudades, ah isso dá... Acho que faz parte do pacote de colocar pessoinhas amadas no mundo. A gente sente o coração bater fora da corpo (porque ele passa a bater junto ao de vocês) e essa sensação é muito louca! Só quem tem filho é que entende (frase clichê, mas que é a mais absoluta verdade).
 
Ah, Deus, não quero que esse post vire uma viagem filosófica... Desculpem-me, meus amores. Deve ser TPM. Mamãe está emotiva demais. Amo vocês, meus filhos lindos! Amo demais! E que o tempo corra sempre a nosso favor! Beijos!

terça-feira, 4 de março de 2014

"Voltei, Recife, foi a saudade que me trouxe pelo braço..."

Precisa de palavras??? Adoramos o Carnaval de Pernambuco!!! Pena que está acabando... Mas, ano que vem, tem mais, eba!!!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Eu esqueci de contar?

Acho que sim, esqueci, sim. Mas, também, nossos dias ultimamente têm sido de correria, despedidas, reorganização pré-viagem... Bem, vamos lá. Saímos da casa em que morávamos (que saudades!), pois ela já está em reforma para esperar seus novos moradores, ou seja, a família  do comandante que vai suceder o pai de vocês no quartel. Espero que eles sejam tão felizes lá como nós fomos. É uma casa super antiga, mas muito grande, boa, com uma área fantástica onde você, Maria Luiza, brincou muito. A piscina, igualmente maravilhosa, presenciou muitos churrascos nos quais reunimos os amigos mais próximos, alguns (militares) que também já foram transferidos e outros, civis, que permanecerão no Rio e em nossos corações (como doi deixar os amigos a cada partida!). Ah, foi nessa piscina que você, Malu, aprendeu a nadar, e que você, Henriquinho, entrou pela primeira vez, aos quatro meses, sob meus protestos e nos braços do seu pai. No fim das contas, como era um dia de Rio 50 graus, acho que ele fez muito bem ao passar por cima das minhas "ordens". Você, filho, amou se refrescar naquele dia tão quente. Atualmente, ocupamos um apartamento aqui, na Vila Militar mesmo, gentilmente cedido por um amigo, até a passagem de comando. Filha, você, embora pergunte bastante sobre a antiga casa, adorou o prédio porque é cheio de crianças. Então, no fim da tarde, quando o sol dá uma trégua, nós descemos, e você, filhota, brinca a valer com a gurizada. Enquanto isso, seu pai fica com seu irmão e eu saio para minha corridinha diária. Quando volto, é a vez de assumir vocês para o seu pai poder correr também. E assim, têm sido nossos dias.
 
Ah, também reencontramos amigos que não víamos desde os tempos de Macapá. Todos chegaram agora para passar dois anos no Rio. Sempre me assusto quando revejo crianças que, um dia, conheci tão pequenas, agora tão grandes. O tempo passa, filhotes. Veja, só, Henriquinho, você... Um dia desses, estava fazendo bagunça na minha barriga. Agora, já se arrasta pela cama inteira, começou a comer papinha de frutas e a beber suquinho de laranja mimo (ou lima, como se fala aqui no Rio) e demonstrou ter uma preferência descarada por loiras. É só ver uma galega pela frente que a boca desdentada se escancara num sorriso sedutor. Safado! Seu pai adora, e eu fico imaginando mil maneiras de colocar suas futuras namoradas para correr, hunf!

Então, é isso. Logo, logo, voaremos para passar uns dias com a família no Nordeste e, depois, rumo a Manaus. É uma vida de idas e vindas, de reencontros e despedidas...Eu e seu pai sofremos com isso, infelizmente. Você, Maria Luiza, no auge de seus quatro anos e, igualmente, quatro mudanças, já entendeu como viver assim é difícil. O que nos dá força é que estamos todos juntos e, seja para onde for, continuaremos assim, agora, com Henriquinho, nosso novo companheiro de jornada. E vamos que vamos! De volta à selva!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo...de novo!

Então que a mamãe burra em informática aqui conseguiu deletar o último post, onde falava sobre o Natal e o Reveillon... Perdoa, Deus, minha ignorância nesses assuntos modernos! Enfim, resumindo, contei que passamos o Natal em casa, entre amigos que também estavam longe de suas respectivas famílias; que foi uma noite linda e abençoada; que Maricota se divertiu a valer e só entregou os pontos quando a festa acabou; que Henriquinho dormiu logo no início e passou sua primeira noite de Natal no mundo dos sonhos; que, na manhã seguinte, Maricota acordou triste, achando que o Papai Noel havia esquecido dela, mas, na verdade, a árvore (que ela ainda não tinha visto) estava lotada de presentes e que isso a deixou maravilhada; e que até Henriquinho ganhou presentes do bom velhinho (mordedores coloridos para sua boca babada e ainda desdentada).
 
Também contei que passamos o Reveillon no Forte de Copacabana, após dias de muita pesquisa meteorológica sobre "vai chover ou não no Rio, no dia 31". Não choveu, apesar de, no dia 30, ter caído um temporal que abalou bastante nossa coragem em levar as crianças para ver os fogos. Enfim, fomos, foi lindo, foi ótimo, todos amaram e, assim, foi nossa pequena despedida de 2013 e, também, de certa forma, do Rio de Janeiro, já que, logo, logo, zarparemos para outras terras distantes, muito distantes. Coisa de cigano...ops...coisa de milico! Mas, vai dar tudo certo, se Deus quiser.
 
Feliz Ano Novo (de novo!) para quem passar por aqui (e para quem não passar também)!

sábado, 14 de dezembro de 2013

Meu Super Filhote!


Faltando dois dias para completar 4 meses, ele resolveu se rebelar: começou a rolar no berço, a se arrastar que nem uma minhoca, a bater com força nos badulaques de sua cadeirinha hiper-mega-blaster de balanço colorida e a "conversar" num dialeto todo próprio de "uhhhhs, ahhhhs e guuuus". Adorei! Apesar de achar que essa revolução veio meio cedo (essas coisas não ocorrem  lá pelo quinto mês???). Só sendo muito super mesmo, esse meu filho! Só quero ver a cara do pai, quando chegar de viagem, e encontrar esse prodígio que ele colocou no mundo comigo!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Não há tristeza que resista

Então, que meus filhos são lindos. Sou mãe coruja assumida e não me canso de olhar para eles com aquele olhar de "poxa, vida e pensar que fui eu que fiz essa belezura toda"! Meu marido diz que o mérito é dele e que eu fui apenas um "ótimo forninho". Jura?! Sei... Eles são a minha cara, desculpa aí.

Os olhos dos meus filhos? Perfeitos. Nada de azuis celestes. São castanhos escuros e expressivos. Maria Luiza, desde cedo, demonstrou ter um olhar profundo, daqueles que enxergam a alma da gente. Já Henriquinho tem um olhar extremamente amoroso, que faz com que você se sinta única no mundo. E os dois têm sorrisos impressionantemente apaixonantes! Sou suspeita para falar, eu sei, mas é que são apaixonantes mesmo.

Assim, em dias em que estou meio para baixo, olho para os sorrisos e olhos dos meus filhos e agradeço a Deus o presente que é tê-los em minha vida. Eles são a minha riqueza e, por eles, tudo vale a pena. 

O Amor sempre nos salva.