quarta-feira, 4 de abril de 2012

Língua Solta

Então, tá, filha, você está falando muito!!!! Parece que o colégio está lhe dando as pílulas que o Dr. Caramujo deu para a Emília (coisas do meu tempo, depois te explico) e você passou a tagarelar lindamente. E o dia inteiro são frases fofuxas com voz de bebê (porque você ainda é o meu bebê gostoso!), musiquinhas, conversinhas, comentários sobre desenhos animados, brincadeiras, fala aqui, fala acolá, pega o celular do papai, da mamãe, fala com a boneca... Adooooro! Fico boba, emocionada, acho lindo! 

Ah, e você também descobriu os clássicos da Disney, filhota. É Cinderela, Dumbo, Tinkerbell (vulgo "Sininho"), Rei Leão... O dia inteiro encantada com esse mundo de fantasia que eu também curto muito! Vou providenciar mais clássicos, meu amor, porque sonhar é bom demais! Aproveita! E, de quebra, faz com que essa sua mamãe aqui não deixe nunca de sonhar também, tá?! Aliás, ando com um sonho aí, que nem sei se vai acontecer, mas, como diria a dona Gata Borralheira naquela canção que você adora: ".... pode se realizaaaaaar!!!!". Vamos em frente, lindona!

Beijos encantados para você, tagarela do meu coração!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

E o Grande Dia Chegou

Eu poderia dizer que nós já nos mudamos para a casa nova, que ela é linda, tem piscina, bastante espaço para você brincar e que isso é muito bom porque o calor desse lado do Rio é de rachar a cuca. Poderia dizer que o nosso carnaval foi ótimo, no sítio de amigos queridos, no interior de São Paulo, um lugar lindo, cheio de verde, bichinhos e pessoas maravilhosas, que nos receberam muito bem, e que você adorou tudo e brincou muito com sua amiguinha Joana, que tem um pula-pula fantástico e um parquinho particular bem legal. Poderia dizer que você resolveu fazer greve de fome ou concurso para faquir e que eu não sei mais o que inventar para você voltar a comer direito. Também poderia dizer que dei um tempo nesse negócio de desfralde porque a senhorita  é muito sem vergonha e começou a fazer xixi no chão rindo da minha cara, ou seja, sabendo muito bem que o lugar de xixi é no vasinho.

Poderia dizer muitas coisas, filha. Mas, só quero dizer mesmo é que hoje você foi à aula pela primeira vez, e isso me deixou arrasada. Você, do contrário, tirou de letra. Entrou, carregando sua mochilinha (cor-de-rosa, lógico), examinou o ambiente caladinha, depois sentou e começou a mexer nos lápis, nos papéis... Chorou um pouquinho porque queria ver a Xuxa no DVD da salinha, mas a "tia"disse que ainda não era hora disso (sorte dela, porque eu já estou começando a ficar com raiva da Xuxa e olha que sou fã da criatura desde criança, a ponto de ter ido a shows e usado as lendárias botinhas brancas no calor da Paraíba, imagina, só?!). Depois, se acalmou, esqueceu que eu existia e ficou muito bem em seu novo ambiente, com os amigos, a professora, etc. E eu, escondida, chorando rios e rios de lágrimas, me sentindo a pior mãe do mundo por estar lhe "abandonando"nas mãos de estranhos. E seu pai? Rindo de mim, evidentemente. Voltei para casa, dei um tempinho e corri de volta para o colégio, sempre escondida, para que você não me visse chorando. A secretária deve ter me achado uma doida, já que eu era a ÚNICA mãe presente, por horas, esperando um grito de socorro da filha que, claro, não aconteceu. Quando o relógio finalmente encostou no meio-dia, eu me levantei, enxuguei o rosto de panda (porque o bendito rímel que coloquei antes de sair não era a prova d'água), fui ao seu encontro e a cena que vi foi inesquecível : você, sentadinha, como uma pequena moça, me esperando. Quando me viu, abriu um sorriso lindo, levantou, abrindo os bracinhos e correu para me dar um beijo. Foi o beijo mais gostoso e saudoso da minha vida. Quatro horas de separação (embora, eu estivesse do outro lado da parede de sua salinha) pareceram uma eternidade. Mas, você estava tão feliz, que eu sinto que tudo valeu a pena, meu amor. A escolinha agora passa a fazer parte das nossas vidas, pois você está crescendo e precisa descobrir o mundo por meio de outros estímulos, outras pessoas... E eu preciso aprender a controlar esse coração que já não está mais no meu peito desde que você nasceu, pois é  fora de mim que ele bate... Meu coração está com você, meu amor. Em você. Sempre, sempre, sempre!

Te amo, minha filha!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Bem vindo, 2012!

Atrasada, como sempre... Eu sei, filha, estou sempre em débito com este blog. É que 2011 não foi fácil. Bem, não posso dizer que foi um ano ruim, mas a verdade é que nos trouxe muitas mudanças, como uma maior exigência do meu lado "dona de casa". Assim, o tempo dedicado à internet ficou mais resumido, já que, nas minhas horas livres (leia-se: quando você dormia) , eu estava, geralmente, lavando, cozinhando ou arrumando alguma coisa. Este ano, espero ter mais tempo para mim (desculpe o egoísmo, filha, mas eu bem que preciso me reencontrar, pois, muitas vezes, não reconheço aquela mulher que mora do outro lado do espelho).

Sim, mas falemos sobre o fim do ano em Recife... Muito bom rever todos, como sempre. Mas, o melhor, foi a sensação de paz em família, coisa que eu não conseguiria imaginar nem nos meus melhores sonhos. Os maus momentos ficaram para trás, graças ao bom Deus. Só desejo que tudo continue assim, sem perigo de tormentas, nem tempestades. Ah, tenho que agradecer também a você por isso, filha. Não tenho dúvidas de que o seu sorriso faz as pessoas deixarem suas diferenças e bobagens de lado e escolham ser felizes. Obrigada por existir, meu amor. 

Quanto às notícias de última hora, vamos ser breves: seu pai já assumiu o comando e passa boa parte do dia preso no trânsito, indo para o outro lado do mundo, onde fica o quartel; nossa mudança (para o "outro lado do mundo") vai acontecer somente depois do carnaval; sua ex-babá de Belém continuará sendo "ex" mesmo, pois perdeu irresponsavelmente o avião para cá e, consequentemente, caiu bastante em nosso conceito de confiança (apesar de tudo, morro de pena dela, pois gosto da danada, mas, enfim, seu pai tem razão quando diz que não daria certo); você está devidamente matriculada na escolinha e eu estou morrendo de ansiedade em lhe ver estudar, toda lindinha, de uniforme e mochila, mas, ao mesmo tempo, me acabando de medo só de pensar que vamos passar as manhãs longe uma da outra (acho que vou chorar!!!)"e, por fim, estou tentando abolir as fraldinhas da sua vida, mas não está nada fácil. Você chora muito na hora de sentar no "troninho"e pouco se importa em ficar com as calças molhadas de xixi (ai, que eu me acho a pior mãe do mundo!!!). Acho que vou adotar como mantra pessoal  aquele velho clichê de que  "cada criança tem seu tempo". Para tudo, certo?! Principalmente para o pesadelo do desfralde!

Pensando bem, ainda tem outra coisa, tipo "decisão importantíssima para o ano novo" que eu prefiro não comentar agora (deveria???).  É coisa boa, fique tranquila (ou, então, é apenas a prova principal de que eu enlouqueci de vez). Depois, eu conto, ok?!

Beijos, filhota! Feliz ano novo para você!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sua Festinha de Dois Anos

Filha, já passou um tempinho e eu nem falei como foi sua festinha. Posso resumir logo no início? Foi linda!!! Ao menos, para mim. É verdade que, para variar, eu me atrapalhei com o horário e não consegui colocar na parede as mais de cem borboletas que havia feito com tanto cuidado e carinho(e essa foi minha maior tristeza), mas o resto da decoração ficou como eu sonhei: simples e com cara de festa de antigamente.

Consegui fazer o bolo decorado (ficou gostoso e bonito, muito mais do que eu imaginava, já que a sua mãe é uma marinheira de primeiríssima viagem nessa área), fiz os cupcakes, os docinhos... Todo mundo elogiou! Ah, também elogiaram a decoração, os potinhos floridos, as flores de tecido que ficaram nas mesas...Confesso que fiquei um pouquinho convencida com tantos elogios. É que eu estava tão tensa com medo de que desse tudo errado que ouvir elogios fez um bem danado ao meu ego.

 Ah, São Pedro ajudou também e uma ajudinha dos céus é sempre bem vinda. É que a semana anterior foi de chuva, inclusive no sábado que antecedeu a sua festa. Mas, no domingo, o sol deu o ar da graça, não muito forte, é verdade, o que foi até bom, pois o clima ficou gostoso, fresquinho, mas sem chuva.

 E você??? Linda, num vestido florido, parecendo uma princesa! Curtiu muito sua festinha, correu, brincou, fez bolinhas de sabão (que você adora!), comeu brigadeiro (porque no aniversário pooooode!!!)e adorou a hora do "parabéns" e de apagar a velinha (trazida pelo papai de Paris! Chique!). E eu encantada com sua felicidade...Encantada por seus avós estarem aqui e participarem de tudo... Encantada por ter conseguido deixar uma marquinha minha, ainda que bem modesta, nesse momento da sua vida... Encantada com você, meu amor.

 No dia seguinte, a felicidade continuou ao ver seus olhinhos brilhando a cada presente aberto. Seu sorriso,sua alegria... Tudo valeu a pena, filha. As noites sem dormir, as olheiras de panda, os dedos queimados com cola quente e, até mesmo, algumas lágrimas, mas isso deixa para lá. Eu faria de novo. E farei, se Deus quiser, muitas festinhas para comemorar o dia mais feliz da minha vida: o seu nascimento.

Um grande beijo da sua mãe que lhe ama mais do que a própria vida!

sábado, 5 de novembro de 2011

Dois Aninhos!


Filha, você completou dois anos! Imagina só, meu bebê é quase uma mocinha! Corre para tudo quanto é lado, fala feito um papagaio, faz palhaçadas, estraga meus batons, calça meus sapatos altos, usa minhas pulseiras... Uma pequena perua! Eu mereço, hein?! Vaidade nunca foi o meu forte, mas você... Parece até que foi encomenda! Mas, eu adoro, seu pai baba, seus avós se derretem e assim por diante, com toda a família e amigos. Impossível não se render aos seus encantos, meu amor!

Bem, sua festinha ainda não aconteceu, mas os preparativos estão com força total. A “Mamãe’s Parties Corporation” já providenciou quase todos os detalhes da decoração e da parte doce da festa, que também será minha responsabilidade (seja o que Deus quiser!). Já levei espetadas de agulhas, costurando lembrancinhas, já queimei os dedos com cola quente, estou sem dormir há dias, cortando borboletas, flores, TNT, papelão, E.V.A e outros materiais com os quais, há alguns anos, eu não tinha nenhuma afinidade. Hoje, eles já fazem parte da minha rotina, pelo menos, uma vez por ano. Vale a pena? Claro, filhota. Não sei se você, algum dia, vendo as fotos dessas festinhas feitas por mim, vai gostar do que fiz. Talvez ache tudo bobagem, sei lá. Mas, eu faço com todo carinho, meu amor, para que, mesmo simples, seja de um jeitinho especial, como as festas de antigamente, quando a família se reunia para organizar tudo (ou quase tudo), sem muita interferência profissional. Eu prefiro assim, sabe?! Pelo menos, até meus dedos aguentarem.

Mas, com festa ou sem festa, o que importa é que você chegou aos dois anos lindamente. É alegre, saudável, simpática e muito, mas MUITO levada e, por vezes, desperta em mim atitudes e sentimentos contraditórios. Do tipo, gargalhar de alegria com seus carinhos, para, logo em seguida, chorar de cansaço e frustração naqueles momentos de birra incontrolável; ou fazer com que eu peça a Deus, todas as noites, antes de dormir, que Ele leve minha vida no lugar da sua, se algum dia for preciso, mas, ao mesmo tempo, que me deixe viver muitos anos ainda para poder lhe ver crescer feliz e realizada em todas as áreas de sua vida. Coisa de mãe, como sempre.

Felicidades, minha filha! Te amo, te amo, te amo!

Beijos da sua mãe de dedo queimado e olheiras de panda.




sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Amor Clichê

“A maternidade transforma a mulher”. Frase clichê, que permite diversas interpretações. A minha é a de que “a maternidade transforma a mulher em alguma espécie de mutante, do tipo X-Men, ou na melhor versão, X- Women”. Essa conclusão me veio desde o início da gravidez, quando meu olfato ficou trezentas mil vezes mais aguçado e me tornou capaz de sentir cheiro de perfume doce a quilômetros de distância (arrgh!). Evidentemente, foi esse primeiro super poder que desencadeou o início dos enjôos. Pois bem, passados quase dois anos, o olfato aguçado permanece, claro que adaptado aos cheirinhos exalados da cria que, sejamos sinceras, nem sempre são agradáveis.

O segundo poder é a super-hiper-mega-blaster audição. Eu consigo escutar, de longe, a respiração de minha filha adormecida, mesmo sem a ajuda de babá eletrônica. Sério! O choro, então... Mesmo que ela esteja no meio de uma multidão de crianças (tipo Baby Rock in Rio), eu sei exatamente quando é ela quem está chorando. Mas, isso não é novidade: toda mãe conhece os sons da cria. E não só os escuta à distância, mas sabe distinguir, com precisão, quando significam sono, dor, fome, manha... E se isso não for um super poder, então, sinceramente, eu não sei o que é.

Bem, eu até poderia continuar elencando aqui tantos outros poderes da “mãe mutante”, como, por exemplo, a força descomunal capaz de levantar carros, abrir bocas de jacaré e enfrentar (e derrubar!) campeões internacionais de vale-tudo, seja para salvar o filho ou somente porque o indivíduo a ser contido olhou feio para o seu bebê. No entanto, acho que é melhor falar sobre o maior poder que a maternidade traz: o tal “amor incondicional”. Clichê?! Com certeza! Mas, ainda assim, a mais pura verdade. Afinal, como alguém pode amar tanto um serzinho que chora o tempo todo, suga o leite do seu peito até sangrar, extermina suas noites de sono, destrói uma grande parte da sua vaidade e, ainda assim, consegue ser a criatura mais importante da sua vida?! Só uma mãe, mutante, X-Women, com poderes fantásticos e o coração do tamanho do mundo para entender, aceitar e esquecer todas as dores, medos e incertezas decorrentes da maternidade ao ponto de, vez por outra, pensar em aumentar a família e continuar sem dormir bem, comer direito (sem a neurose de cortar a carne em pedacinhos ou amassar consideravelmente o feijão), ir ao cabeleireiro quando bem entender, viajar sem uma bagagem monstro formada por banheira, mamadeiras, chupetas reservas, milhares de roupinhas de frio, calor, praia e piscina... Só um amor enorme mesmo para entender tudo isso... Amor incondicional, clichê e verdadeiro. Amor de mãe.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Terrible Two???

Antes de ser mãe, eu lia tudo que encontrava a respeito da maternidade. Tinha um medo terrível de não saber como cuidar de um bebê, o que acabou me rendendo noites de choro intermináveis e muitas risadas do meu marido (ele achava que eu estava meio louca e, sinceramente, eu acho que estava mesmo). Bem, quando minha filha nasceu, a mãe que já existia dentro de mim despertou (graças a Deus) e, como um passe de mágica, eu sabia exatamente o que fazer (embora, os livros, revistas e sites tenham ajudado bastante).


Bem, passados quase dois anos desde meu nascimento como mãe, confesso que a atual fase de minha Maria Luiza tem sido, ao mesmo tempo, a mais gostosa e a mais desgastante até agora. A mais gostosa porque a descoberta das palavras, as mil carinhas fofas, abraços e beijinhos carinhosos são de matar qualquer mãe de amor. E a mais desgastante...ai...porque os momentos de birra são de enlouquecer qualquer mortal. Às vezes, a troca de uma simples fralda torna-se um verdadeiro pesadelo de gritos, chutes e lágrimas. E eu que achava que esse momento jamais chegaria...


Minha pequena sempre foi um anjo de menina. Todos se admiravam de como ela era quietinha, boazinha, comportadinha e outros "inhas". Mas, sempre tinha aquela pessoa que dizia: "Espera até ela completar dois anos...Eles ficam terríveis!". E eu ria, achando que era inveja ou exagero da criatura. Enfim, só por curiosidade, resolvi voltar aos livros, revistas e sites sobre crianças e não é que a maioria citava mesmo os chamados "terríveis dois anos"?! Deu medo...

Ainda faltam dois meses para o aniversário de Maria Luiza, mas o certo é que a tal profecia já se realizou. Está difícil segurar minha ferinha. Ela já fica de castigo, sentadinha no sofá de vez em quando (chorando em alto e bom som, mas sem levantar!). Depois, quando passa a crise, sorri e me cobre de beijos e abraços, como se nada tivesse acontecido (é algo meio "Dr. Jeckel e Mr. Hyde", eu acho). A esperança que tenho é que, nos mesmos livros, revistas e sites, os especialistas sempre falam nos "doces três anos", um momento mágico, quando a birra some e a criança volta a ser um amorzinho de pessoa pequena. Pela minha sanidade mental, é bom que isso seja verdade... De todo jeito, acho que vou acender umas velas para "Nossa Senhora das Mães Enlouquecidas de Filhos com Dois Anos"...Só por precaução.