terça-feira, 14 de junho de 2011

Pecado Perdoado?

Hoje, você acordou melhorzinha e o sol deu suas caras por estas terras cariocas. Assim, para me redimir de ontem, informo que a senhorita está devidamente banhada, com xampu, sabonete, perfuminho, etc e tal.


Agora, dorme, toda de cor-de-rosa, esparramada em minha cama. Porque, gripadinha, a cama da mamãe está liberada, ainda mais quando o papai está viajando.


E aí, estou perdoada, meu amor? Espero que sim. E vamos em frente, com sorinho para o nariz, inalação, xaropinho e vitamina C, para mandar esse resfriado para o beleléu, pois domingo tem festinha de aniversário para a gente ir. Vai perder aquela piscina de bolinhas que você tanto ama, vai???



Beijos, minha princesa!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pecado de Mãe

Não dei banho em você hoje, filha. Decisão tomada com a cabeça e o coração. Com a cabeça porque você está com um resfriado muito chato, com direito a narizinho super entupido e tosse "gorda". Como aqui está muito frio e a nossa ducha não é lá grande coisa quando o negócio é aquecer a água, achei que não valia a pena lhe colocar debaixo do chuveiro, muito menos lhe deixar de molho em uma banheira. Optei pelo banho de gato mesmo: lavei seu bumbum, rosto e mãos.


A decisão pelo coração foi porque você já estava tão cheia de soninho, molinha por conta do resfriado, que banho de verdade seria algo meio cruel (penso eu).


Assim, você dormiu sujinha e sua mamãe aqui cometeu um pequeno pecado, mas daqueles pecados de mãe, sabe?! Por amor.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

De Ressaca...

Você está acabada, filhota. Acordou moooorta de preguiça. É que, ontem, foi o aniversário de uma amiguinha e, pela primeira vez, a senhorita realmente aproveitou uma festa. Foram horas de pula-pula na cama elástica, mergulhos e mais mergulhos na piscina de bolinhas, rodopios sem fim em um mini-carrossel (eu fui uma única vez com você e quase morri de tontura!), além de muita dança na boate infantil, pinturas coloridas nas mãozinhas e comidas e suquinhos deliciosos. Uma farra!


Você amou tudo, filha. Acho até que se divertiu mais do que a aniversariante. Depois, chegou em casa e desabou no berço, acabada de sono. Dormiu a noite inteira, acordou tarde e ainda está assim, meio que em "slow motion". A primeira ressaquinha ninguém esquece.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O Rio de Janeiro continua...frioooo!!!

Ledo engano achar que o "Rio 40 graus" é o ano todo, filha. Ultimamente, tem feito um friozinho danado por essas bandas cariocas. Nós, que sempre moramos em lugares de clima quente, precisamos abastecer o armário com casacos e blusas de mangas compridas, principalmente para você.

E como frio pouco é bobagem, resolvemos passar o fim de semana passado na serra, mais precisamente em Itaipava, em um hotel muito legal, do Exército. A região é linda, filhota. Passeamos bastante e fomos até Petrópolis, onde a senhorita visitou o Museu Imperial, ou melhor, o palácio de verão da família Imperial. Eu já havia estado lá, aos treze anos, com seu avô Eduardo. Desta vez, visitar o museu com você, minha filha, teve um gostinho de emoção (e de saudades, também, daquela viagem que tanto marcou minha infância/adolescência).

Também fomos a restaurantes legais e a uma feirinha nota mil, em Itaipava mesmo, onde seu pai lhe presenteou com um parzinho de luvas cor-de-rosa que você, simplesmente, amou. Ficava acenando para todo mundo, mostrando as mãozinhas coloridas e quentinhas. Muito fofa! Ah, e eu também ganhei presentes: dois pares de botas, mesmo fazendo muita birra com seu pai (a ideia foi dele), já que nunca fui adepta do estilo "country" (na verdade, confesso até que achava bem breguinha). Bem, mordi a língua e engoli a ignorância, pois além de confortáveis, as tais botas ficaram muito lindas em mim, obrigada.

Resumindo: foi uma viagem maravilhosa que pretendemos repetir assim que for possível. Sabe, meu amor, uma das coisas boas de se morar no Rio de Janeiro é que a capital não é a única cidade bonita da região. Há muitos outros lugares lindos para conhecer. Por enquanto, já visitamos Angra dos Reis (nem contei, né?! Estivemos por lá há uns dois meses. É liiiindo!!!), Petrópolis e Itaipava. Qual será nosso próximo destino??? Aguarde as cenas do próximo capítulo, bebê.

Beijos, minha pequena viajante!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Conta-Gotas dos Últimos Dias

Oi, filha!


Há tempos que não escrevo por aqui (para variar). Sempre estou com mil ideias (muito estranho escrever "ideias" sem o acento no "e", mas é o que manda o novo acordo ortográfico. Fazer o quê?!) e novidades para colocar no blog, mas, simplesmente, deixo para "depois". Daí, as ideias somem e as novidades deixam de ser novidades. Enfim, acho que nunca vou ser conhecida como uma "blogueira"que faz sucesso na rede, como inúmeras que existem por aí, com seus sites lindos e super-hiper-mega-blaster visitados. Afinal, um blog como este, com postagens a "conta-gotas"não pode mesmo "bombar" na internet. Mas, tudo bem. Apesar do desejo de ter mais alguns seguidores, minha intenção real sempre foi, desde o início, escrever para você. E isso eu venho fazendo, ainda que em doses homeopáticas.


Mas, vamos lá... Estivemos de malas prontas por um bom tempo, filha. Passamos a Páscoa em Macapá, com sua irmã. Lá, você experimentou o sabor do chocolate pela primeira vez. Precisou dizer que amou? Ok. Amou, se lambuzou, adorou, etc. Confesso que essa sua experiência, inicialmente, contou com a minha antipatia. Eu queria lhe manter longe dos doces por mais um tempinho (coisa de mãe preocupada com alimentação saudável, dentes nascendo, etc), mas a torcida contra foi maior. Enfim, mesmo sem gostar, aceitei (não havia outro remédio). Pode até me chamar de "mãegera" agora, mas, acredite, eu só pensei no seu bem. Bem, deixa para lá. Se eu insistir nesse assunto vou acabar falando o quanto detesto intromissões, ou que desdenhem de coisas que acho importantes para você, ou, principalmente, que lhe digam "sim", quando eu acabo de dizer "não", reduzindo, assim, minha autoridade de mãe a um "nada" absoluto. Odeio, detesto, abomino! Pronto, já era, falei. Assim, exorcizados os monstros, de uma forma geral, a viagem foi muito boa e o feriado também. Você se divertiu bastante com sua irmã e é isso o que realmente importa.


Continuando sobre viagens, chegamos, há dois dias, de Recife, onde passamos quinze dias, só nós duas, na casa dos seus avós maternos. Foi ótimo, filha. Você se soltou bastante, brincando com todo mundo, descobrindo novas palavras (minha pequena papagaia), arracando sorrisos e gargalhadas de tios, primos e, claro, avós. Adoro ver você convivendo com a família, cercada de carinho e atenção, criando vínculos e fortalecendo laços. Pena que a despedida é sempre triste, tanto para quem vai, quanto para quem fica. Seu avô, como sempre, chorou no aeroporto. A diferença, desta vez, é que o choro foi mais doído, pois, mais do que nunca, ele se apegou a você, depois de tantos dias de convivência. Mas, se Deus quiser, logo, logo, ele virá nos visitar aqui no Rio, e o choro vai virar sorriso novamente.


É isso, meu amor. Por enquanto, este é o resumo dos dias mais recentes. Vamos aguardar o que o "conta-gotas"do blog de sua mamãe trará em seguida.


Te amo, vida minha!


P.S: Esqueci de dizer que, pela segundo ano consecutivo, comemoramos o dia das mães com sua vovó Vera. Com certeza, sua presença foi o presente do qual ela mais gostou (tanto quanto você adorou o colo dela, para ver desenho animado, todos os dias, pela manhã. Ô coisa boa é colo de avó... Saudades da minha).

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dr. Banana x Barbie Médica

Você anda super chatinha para comer, filha. Resultado de um resfriado que lhe deixou quietinha por uns dias e sem ânimo para quase nada. Lógico que essa situação estava me deixando doida. Não suporto a idéia de você não estar bem. Então, quatro dias atrás, resolvi lhe levar ao médico da policlínica aqui do prédio, mas não gostei nadinha do jeito que ele lhe examinou (porque, na verdade, para mim, ele NÃO fez exame nenhum). Só deu uma olhadinha boba, mediu a temperatura, disse que você não estava com febre (Dããã!!! Como se eu já não soubesse disso!), verificou seu peso (porque EU pedi) e falou que você havia perdido meio quilo. O pior é que, mesmo vendo que você estava bem apática e tossindo com secreção, disse, com a cara mais lavada do mundo, que não era nada, que você estava ótima. Desculpe, filha, mas eu tenho que dizer que nunca vi na vida um médico mais banana do que aquele. Sem falar que não tinha o mínimo jeito com crianças! Você chorou o pseudo-exame inteiro! Claro que fiquei com ódio e corri, com você e seu pai, para o centro da cidade, até a outra policlínica, onde fomos atendidos por uma médica maravilhosa. Super jeitosa, examinou você muito bem, sem deixar nada passar. E você, não sei se encantada por ela parecer mais uma Barbie do que qualquer outra coisa (sim, a doutora era linda, loira e de olhos azuis), não derramou nenhuma lágrima. Bem, ela disse que eu não me preocupasse, que era um resfriado e que a falta de apetite era normal, mas que tínhamos que tomar alguns cuidados. Assim, passou uns remedinhos para o nariz desentupir, para a tosse sumir e para seu apetite voltar.


Bem, passados poucos dias, não sei se já por conta da intervenção "Barbística", o fato é que você está bem melhor. Já voltou a brincar, está tossindo bem menos e, apesar de ainda não haver recuperado seu apetite normal, ao menos voltou a comer alguma coisa além do leite.


Tenho certeza de que logo, logo, você voltará a ser minha "draguinha" de sempre e recuperará o peso perdido. Até lá, pode deixar que eu cuido de você, meu amor. Posso estar longe de parecer uma Barbie, mas sei que, ao menos por enquanto, ainda sou sua boneca preferida.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sempre Venceremos

Eu não sei o que se passa na cabeça de certas pessoas que se acham no direito de destruir a vida de outras e, muito menos, consigo entender as definições psiquiátricas sobre os "sei-lá-quantos-tipos" de patologias mentais. Na verdade, diante de uma tragédia, nada disso tem muita importância. O que havia de mais importante já foi aniquilado, jogado no lixo.

Ontem, o dia foi estranho, cinza, triste. Ontem, crianças perderam a vida, enquanto estavam em um local que, aparentemente, era seguro: a escola. Ontem, minha filha, era um dia que não deveria ter acontecido em lugar nenhum deste mundo.

Um homem que ficou famoso por cometer uma atrocidade jamais vista em nosso país. Um homem que repetiu aqui, na cidade onde atualmente moramos, um tipo de crime do qual nós só tomávamos conhecimento por meio dos noticiários de outros lugares, bem distantes de nossa realidade. Um único homem que mudou,ou melhor, destruiu a vida de tantas famílias.

Ontem, eu chorei um choro bastante doído... Doído de tristeza, medo, pena, ódio... Choro que se espalhou pela maioria dos rostos brasileiros. No entanto, no momento em que me questionava se foi certo lhe trazer a um mundo tão feio e inseguro, uma pontinha de esperança começou a brilhar dentro de mim: a solidariedade, minha pequena. Ver pessoas desconhecidas largando seus afazeres normais para salvar vidas foi um alento ao meu coração.

O mundo tem pessoas ruins sim, filha, não se engane. Mas, também abriga pessoas extremamente boas, capazes de olhar e estender a mão a quem precisa.

Eu sei que este lugar aqui está longe de ser perfeito, meu amor. Mas, ainda há esperança. Quando alguém tenta salvar uma vida que seja, sempre há esperança. Assim, a certeza que me restou foi a de que aquele infeliz não venceu... Nós vencemos e sempre venceremos, minha pequena. Por amor e pelo bem. Sempre.