domingo, 11 de agosto de 2013

Tá chegando a hora...

38 semanas, Henriquinho. Nosso encontro está cada vez mais próximo. Sua tia Zilda e sua prima Nathália chegam na próxima semana para ver você e, de quebra, me ajudar um pouquinho. Vai ser ótimo ter esse suporte nos seus primeiros dias em casa, já que a bagunça promete ser grande (como é todo nascimento de um bebê é..rs..rs). Continuo ansiosa, nervosa, etc e tal, mas com muita vontade de ter você em meus braços, saudável, feliz e cheiroso (porque não há perfume mais gostoso do que o cheiro de um filho).

Seu quartinho está pronto. Simples, como foi o da sua irmã, mas organizado com muito amor. O dela foi branco e lilás. O seu é branco e verde. Na verdade, os móveis (cômoda, bancada e berço) são os mesmos que foram da sua irmã, pois ela fez questão de emprestá-los a você. Os detalhes em verde ficam por conta do kit que comprei (abajur, porta-fralda, porta- objetos, garrafa térmica, etc). Aliás, o kit foi escolhido e comprado pelo seu pai, há meses. Como bom militar, ele ama verde e, evidentemente, essa cor fará muito parte da sua vida. Já compramos também uma linda banheira (tenho que reaprender a dar banhos em bebês..rs) e você ganhou um carrinho (preto e vermelho, Mengooo!!!) da sua irmã mais velha e madrinha, Natália e um bebê conforto que foi de Gabriel, filho de uma amiga/irmã minha (madrinha de Maria Luiza). No mais, todas as suas roupinhas estão cheirosas , lavadas, passadas e guardadas com muito carinho, prontas para sua chegada.

É isso, meu amor. Está tudo pronto, só falta você!

Beijos! Te amo!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mais Próximo a Cada Dia...

36 semanas, Henriquinho. Logo, logo, você estará aqui conosco, do lado de fora do barrigão. Confesso que não vejo a hora de ter você em meus braços. Fico imaginando seu rostinho, seu cheiro... Imagino a nova rotina da casa, a reação da sua irmã, do seu pai... Ao mesmo tempo, toda essa novidade também me assusta. Será que darei conta? Será que conseguirei ser uma boa mãe para vocês? Ah, esses hormônios da maternidade nos enlouquecem, pode acreditar. Já chorei horrores, escondida no banheiro. Por que? Sei lá. Só me dá vontade de chorar, de vez em quando. Depois, passa, tudo passa.

Também ando cansada demais. Sem ar, com dores nas costas, com as pernas pesadas, sem ânimo para muitas coisas... Fim de gravidez é cansativo mesmo. É interessante pensar em como a chegada de uma nova vida nos lembra como é a rotina de uma pessoa mais velha, pois é assim que eu me sinto. A cabeça está ótima, mas o corpo já não responde direito aos meus anseios. Primeiro, confesso que meu visual já não me agrada: a barriga é enorme, os cabelos urram por tratamentos químicos que não podem ser feitos (por enquanto), poucas roupas caem bem...Além do mais, as pernas não respondem quando quero andar mais rápido, abaixar para pegar alguma coisa é um sacrifício, dormir é uma guerra já que o ar parece não entrar nos pulmões e o corpo inteiro doi. Deve ser assim que nos sentimos na velhice. É como um aprendizado de respeito aos mais velhos, pois o corpo falha, independentemente da nossa vontade, algum dia. A preparação de uma vida nos lembra o quanto a vida é valiosa é efêmera, ao mesmo tempo.

Bem, meu filho, filosofias à parte, espero que tudo esteja direitinho aí por dentro. Sei que o espaço já está bem reduzido e que nosso encontro está cada vez mais próximo. Então, meu amor, saiba que você já é muito bem vindo e que todos nós estamos ansiosos pela sua chegada.

Beijos, sua mãe.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Coisas de Malu

Maria Luiza, brincando com um amiguinho em João Fernandes, praia de Búzios-RJ:
- Mãe, o nome dele é Lucas, mas não é o Lucas da minha escola.
-Ah, é filha? Na sua escola, tem um Lucas também?
-Tem, sim, mamãe. É o Lucas Rosa (evidentemente, "Rosa" é o sobrenome do garoto).
-Legal, filha.
-Mãe?
-Oi, amor.
-Se na minha escola tem o Lucas Rosa, então...esse daqui...deve ser o Lucas azul, né?!

#maeseacabandoderir

terça-feira, 2 de julho de 2013

Das Coisas Que Eu Não Quero Esquecer...

Maria Luiza, com a mão na minha barriga, sentindo o irmão mexer:
-Mãe, ele tá jogando basquete dentro de você???

...

Depois de um tempo, olhando para a minha barriga quieta, perguntou:
-Mãe, ele tá chutando você?
-Não, filha, agora não. Deve estar dormindo.
-Ei, Henriquinhoooo!!! Acorda para jogar futeboool!!!

...

Pouco tempo depois de ter levado uma bronca minha:
-A mamãe hoje tá que tá!

...

Eu, tentando me levantar, com o barrigão.
-O que foi, mamãe?
-Estou tentando me levantar, filha, mas está difícil.
-Vem, eu te ajudo ( e segurou minhas mãos, tentando me levantar).
-Obrigada, meu amor.
-De nada. E quando você ficar velhinha, vou te levar para passear comigo.
-... (lágrimas nos olhos e sorriso bobo no rosto= EU)

...

Ela, olhando para os pingentes que ganhei de Dia das Mães (um menino e uma menina), que agora sempre trago no pescoço:
-Mãe, esta sou eu, e este é o meu irmãozinho?
-Isso, filha.
-Mãe?
-Fale, meu amor.
-Você agora tem uma "pincesa" e um "píncipe". Eu e meu irmãozinho.

...

Muitas lembranças ainda para serem contadas, muitas outras que ainda virão, e eu aqui, esperando que, um dia, vocês dois, meus filhos, possam ler tudo isso. Registros da nossa história.

Com amor.

Mamãe.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Antes do Irmão Chegar...

Maria Luiza está com uma manha sem fim. Muito sensível, chora se os amiguinhos do colégio não querem brincar com ela, se não consegue logo algo que quer... É um choro doído, calado, sentido. Eu confesso que morro um pouco a cada vez que ela fica assim. Vontade de colocar no colo e não tirar nunca mais. Sim, eu sei que faz parte do amadurecimento, mas sei, também, que é influência da chegada do irmão.

Recentemente, passamos por dois dias de regressão: xixi e cocô nas calças. Tive paciência, expliquei que ela já havia passado daquela fase, perguntei o que estava havendo e tentei entender. Passou. Ela me disse que é uma mocinha e não vai mais fazer aquilo. Ao mesmo tempo, noto que está mais grudada comigo: beija, abraça, agarra, diz que eu sou linda...  Uma fofura. O pai, viajando há uma semana, também faz muita falta. Ela pergunta por ele o tempo todo. Diz que vai "amassá-lo" quando ele chegar.

Fico feliz com todo esse carinho que ela vem demonstrando, mas também fico preocupada. Será que isso é medo de perder nossa atenção? Provavelmente. Eu converso com ela sobre o irmão, como vai ser legal tê-lo conosco, para brincar, passear... Ela fica contente. Diz que vai me ajudar com ele, colocá-lo no colo, levar ao colégio, ensiná-lo a falar, correr, usar o vasinho... Acho graça, acho lindo, fico emocionada, já imaginando todas essas cenas.

Acho que fizemos a escolha certa ao decidir ter mais um filho. Embora seja tudo essa confusão de sentimentos para o filho mais velho, tenho certeza de que a experiência de caminhar junto a um irmão pela vida é muito válida (todos os pais de segunda viagem que conheço confirmam isso). A amizade, a cumplicidade, as brigas, enfim, a convivência será muito boa para ambos. Para mim, particularmente, sei que o cansaço será maior, a responsabilidade nem se fala, mas o retorno é  ter mais beijos para ganhar, mais abraços, mais sorrisos, mais uma voz me chamando de "mamãe" (adoooro!) e mais uma mãozinha para segurar na hora de dormir.

Que seja assim. 


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Pensando em Você

Todos dormem em casa, e eu aqui, sem sono, gripada e pensando no futuro próximo. Mais exatamente, pensando em você, Henrique, meu filho. Sentir você me chutar é um prazer, mesmo quando dói um pouquinho. Não, não gosto de sentir dor, mas, amo saber que você está bem, quando se revira em minha barriga (e que barriga!). 

Aos sete meses, já chegou a hora de lavar suas roupinhas, passar, organizar tudo, exatamente como fiz quando esperava sua irmã. Isso é algo que me deixa imensamente feliz. Adoro tocar seu enxovalzinho e imaginar você vestindo cada bodyzinho, macacão, camisetinha... Penso no seu rosto... Com quem se parece? Algo me diz que será mais parecido com seu pai (ou não?!). Tenho uma foto de seu pai criança e deve ser por isso que me vem essa sensação.

Bem, além da ansiedade pela sua chegada, também sinto medo, o que é comum a todas as mães, ou pelo menos, à maioria delas. Medo de quê? De não ser uma boa mãe, de faltar em algum momento, de não saber lhe entender ou de não ser entendida... Ah, de tantas coisas! Acho que eu exijo demais de mim, como mãe, tanto com relação a sua irmã, quanto, agora, com relação a você. Quero participar de tudo, fazer tudo, ser onipresente. Mas, isso existe? Claro que não. É impossível ser tudo ao mesmo tempo, e eu tenho que aprender a me cobrar menos e a relaxar mais. Você me ajuda, meu menino? Desculpe se eu falhar, se eu errar, se eu não for perfeita. É que eu não sou mesmo. Sou só alguém muitíssimo feliz pela família que construí. Deus me abençoou muito quando colocou seu pai, sua irmã e você na minha vida. Família é tudo, meu amor. Essa é a lição que eu aprendi com meus pais (que também já te amam desde sempre) e que eu gostaria de ensinar a você. 

Te amo e te espero, meu pequeno.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Eis que Surgem os Ciúmes...

E então que houve o chá de bebê... Foi legal. Parentes, amigos... É verdade que faltou muita gente que foi devidamente convidada (algumas que eu sabia que não iriam mesmo), o que me deixou um pouco triste. Ok, ok, claro que queria ganhar presentinhos lindos e fofos para o baby, mas havia muito mais além disso: eu queria mesmo era expandir minha felicidade com pessoas queridas. Pena que nem todas entenderam esse objetivo. Marido disse que é porque a gente mora longe e essas pessoas não estão mais habituadas a nossa presença. Bobagem. Sei de gente que faltou por razões justas, e de gente que faltou só por faltar mesmo. Senti uma pontinha de decepção, confesso. Mas tudo passa...Ou não, né?! De repente, me deu uma vontade de esquecer a existência de certas pessoas... Vingancinha básica de vez em quando é bom, porque eu sou humana e cheia de defeitos. E está dito!

Bem, mas, o que doeu mesmo foi ver os olhinhos de Maria Luiza brilharem ao verem as pessoas carregando presentes que, evidentemente, ela sonhou serem para ela. Mas, não eram. Eram para o irmãozinho. E ela, no auge dos seus três aninhos, sentiu ciúmes pela primeira vez. Não disse nada, mas eu vi nos olhos dela tudo que estava se passando em sua cabecinha. Foi triste e doído, e eu queria, de repente, arrancar aquele sentimento da minha pequena. Abracei, beijei, disse que ela era minha princesa e que, logo, logo, ela também ganharia presentes. Enfim, uma das convidadas, graças aos céus, trouxe um brinquedinho para ela, o que salvou a pátria. O sorriso voltou aos lábios da minha menina e, lógico, encheu de alegria o coração desta mãe que vos fala.

Ser mãe de dois não é fácil... Meu coração já está dividido, mas com muito amor para cada um dos meus pequenos.