quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Festinha Chegando

O aniversário de Maria Luiza está chegando e, desta vez, tive que me render a uma festa "produzida" por outra pessoa. Todo mundo que me conhece sabe que eu amo fazer a festinha dela, do meu jeito, colocando a mão na massa (literalmente!), de um jeito caseiro, como eram as festas de antigamente. Mas, este ano, com a chegada de Henriquinho, meu tempo ficou meio limitado. A festa foi "contratada", mas será feita em casa. Ao menos isso. Temos um grande quintal e eu faço questão de usá-lo. Casa de festas nem pensar! É artificial demais para o meu gosto.

Enfim, como eu não me aguento, os centros de mesa e alguns docinhos serão feitos por mim. Não tem jeito, eu preciso participar de algum jeito!!!!..rs...rs É que quero que ela saiba que eu dei meu toque em alguma coisa, que eu fiz questão de fazer parte desse momento tão especial para todos nós. Minha atuação, este ano, será uma coisinha de nada, muito simples, mas, ainda assim, estará lá, como um pedacinho de carinho meu para minha filha. 

Amo muito você, minha pequena. Sempre!

P.S: Filho, você também contará com a "Mamãe´s Party Corporation" nos seus aniversários vida afora. Enquanto eu puder (e você e sua irmã quiserem, evidentemente), farei bolos, brigadeiros, colarei meus dedos com cola quente, encherei balões, tudo, tudo, tudo, para transformar a comemoração de cada ano da vida de vocês em dias muito especiais (porque vocês são MUITO especiais para mim, meus amores!!!).

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

No Regrets

A culpa passou. Meu filho, antes tão mirradinho, ganhou peso, está super esperto e saudável. E está tomando complemento sim, o NAN que a médica passou. Ainda dou o peito, evidentemente, mas a alimentação virou mista. Resolvi não sofrer. Tenho a consciência limpa, clara e cristalina de que tentei a amamentação exclusiva, mas meu corpo me pregou uma peça: como na gravidez anterior, minha produção de leite não é suficiente para matar a fome de meu rebento. Paciência. O NAN também não é nenhum lixo tóxico, certo?! Portanto, sem tristeza, sem culpa e sem julgamentos, por favor. Não vou aceitar gente apontando o dedo para mim e me olhando torto por conta da amamentação. Da primeira vez, engoli algumas críticas. Só que pimenta no dos outros é refresco. Ninguém está na minha pele para saber o que eu passo, nem o que eu sinto. Então, graças a Deus que posso complementar a alimentação do meu filho com algo que, se não é o melhor para ele, está bem próximo de ser. 

Como bem diria Piaf: je ne regrette rien. Não mesmo!




sábado, 21 de setembro de 2013

Eu, Minha Culpa e a Cássia Kiss

Então que levei meu filho à pediatra e ela constatou o que eu já sabia: ele não engordou o que devia ter engordado desde que nasceu. Por que? Bem, segundo ela é porque meninos comem mais do que meninas, e, aparentemente, não está dando tempo do meu peito encher de leite, por isso ele não está comendo o suficiente e blá, blá, blá. Tudo isso para dizer que ele precisa de complemento e que eu preciso de um analista/psicólogo/pai de santo para me conformar com a situação. 

Estou me sentindo uma mãe com defeito. Dois filhos, dois problemas com a droga dos peitos amamentação. Já passei por isso antes, achei que seria diferente desta vez, mas nada. Cuspi na testa, como sempre. Achei que não me sentiria culpada, mas me sinto cada vez que enfio a mamadeira na boca dele. Como as outras mulheres conseguem amamentar??? Por que comigo é assim??? Só lembro da Cássia Kiss, com aqueles peitos cheios de leite, no cartaz antigo e amarelo da maternidade, fazendo propaganda sobre leite materno. Odeio a Cássia Kiss e os peitos dela. Odeio os meus peitos e a insuficiência de leite deles. Odeio lavar mamadeiras (odeio lavar louça em geral, para falar a verdade) e me recuso a dar leite em copinho de plástico, porque já fiz isso antes e se minha filha conseguia engolir 1ml era muito. O resto ficava na roupa dela. Odeio odiar tanta coisa.

Vi um documentário na TV britânica que falava que o Reino Unido tem a segunda menor taxa de amamentação do mundo. Lá, as mulheres simplesmente não querem amamentar e isso é normalmente aceito (cadê o povo evoluído dos "estrangeiros"???). Aqui, não é. Quem não amamenta é olhada como um E.T. Eu sou uma E.T.. Embora queira dar o melhor leite para os meus filhos, não consigo. Rendo-me, então à prescrição médica: peito e Nan, de três em três horas. Acho que vou me mudar para a Inglaterra para ver se me sinto uma mãe menos monstro.

Espero que meus filhos me perdoem por essa minha insuficiência "leitorífica". Espero que a Cássia Kiss me perdoe pela inveja que eu sinto dos peitos dela, cheios de leite, exibidos naquele cartaz antigo. E espero, principalmente, que eu consiga me perdoar por não ser a super mãe que eu acreditava ser.

That´s all.

domingo, 15 de setembro de 2013

Primeiro Mês

Então, meu filhote está completando um mês. Confesso que ando meio zumbizando ainda, pois as noites de sono profundo praticamente não existem. Acordar de madrugada é uma constante. Normal, filhote ainda é pequenininho e não pode passar muito tempo sem comer. Além do mais, quando ele dorme, é hora de dar atenção à filhota, que, por sua vez, é um amor com o irmão, o que faz com que eu sinta que todo esse cansaço vale a pena.

O complicado está sendo a amamentação... Achei que fosse aguentar o tranco somente com as peitcholas, mas o negócio é mais difícil do que eu pensava. Recorri ao NAN durante algumas noites, minha culpa, minha tão grande culpa. Não sei se o meu leite é pouco, ou se filhote come demais,mas o certo é que, às vezes, só o peito não dá conta, daí, a salvação é o leite artificial. Claro que eu chorei mais de uma vez por não ter leite jorrando das mamas como gostaria. Sinto culpa por usar o leite artificial, sinto culpa quando não uso e acho que estou deixando meu filho com fome, sinto culpa por tudo, o tempo todo. Coisa de mãe. Na próxima semana, vou levá-lo ao médico para saber como está o ganho de peso (para mim, ele está muito magrinho) e, então, vou saber se o leite materno está sendo suficiente ou não. Sim, estou preocupada e um pouco triste. É como se eu fosse uma "mãe com defeito", por não produzir tanto leite. Com Maria Luiza foi até pior, mas, enfim, vamos esperar a consulta para dar razão a mais lágrimas ou não.

No mais, o que posso falar é que meu amor pelos meus filhos aumenta cada vez mais a cada olhar, a cada sorriso, chorinho, troca de fraldas... A jornada de uma mãe de dois é complicada e cansativa, mas o cansaço a gente sabe que passa, com o tempo...O amor permanece. Para sempre.

E que venham os próximos meses...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

15 de Agosto de 2013

Você chegou, meu filho. No dia 15 de agosto, pela manhã, pesando 3,810kg e medindo 52cm. Grandão, lindão, claro que me fez chorar ao ouvir seu primeiro choro, claro que me fez chorar quando lhe trouxeram para o meu lado, ainda na sala de parto. Como a vida é feita de fortes emoções, você também nos deu um pequeno susto: apresentou um cansaço depois do parto e ficou alguns minutos (que, para mim, foram longos demais) em observação.  Seu pai ia e vinha me dar notícias suas, enquanto eu me recuperava no quarto, desejando sua presença. Cogitaram a possibilidade de lhe levarem para a UTI neonatal, se não houvesse uma evolução do caso, mas havia uma torcida enorme de médicos e enfermeiras que não saíram de perto de você nenhum segundo, cuidando para que você ficasse logo bom. E foi o que aconteceu. A cena que eu não esquecerei é a de seu pai, com você no colo, entrando no quarto, seguido de pediatra, enfermeiras e mais um bocado de gente sorrindo e me dizendo que não foi preciso UTI coisa nenhuma e que você estava ótimo. E eu? Em prantos de felicidade, lógico (e levando bronquinha da médica que me disse que se chorasse o leite não descia..rs..rs).

Então, ficamos mais dois dias no hospital, junto de sua tia Zilda, que veio nos ajudar e, quando chegamos em casa, foi só festa. Não posso deixar de agradecer toda a atenção da equipe médica e de enfermagem que nos acompanharam nesses dias de internação. Fantásticos, atenciosos, amigos. Até minhas neuras de amamentação passaram, pois, com a ajuda deles, o leite realmente veio e é o que você está bebendo avidamente, todos os dias. Infelizmente, não consegui o mesmo com sua irmã, que precisou de complemento desde o início. Acho que, naquela época, não tive muita orientação e ajuda de uma equipe mais especializada como desta vez, mas não me culpo. Ela cresceu forte e saudável, graças a Deus.

Bem, a vida está meio confusa como deveria estar com a sua chegada, claro. Noites de sono curto, chorinho de madrugada, muito peito (você suga forte, viu?!) e cansaço como esperado. Mas, confesso que estou mais tranquila do que quando era mãe de primeira viagem. Tudo flui com mais naturalidade, menos medo (a gente descobre que vocês não quebram ao mais leve toque..rs). Ah, o fato de não precisar lavar e ferver mamadeiras também ajuda muito. E você, meu filho, é tranquilinho, dorme bem no berço e na cama (no sofá-cama da sala, para ser mais exata, que é onde eu me jogo com você, de madrugada, quando o sono está quase me derrubando). Sua irmã não ficava deitada nem um segundo. Só queria colo!..rs..rs

Enfim, estamos todos felizes com a sua chegada. Seja bem vindo, meu amor, meu menino. Teremos muitas aventuras para viver juntos em família. 

Com amor,

Sua mãe

domingo, 11 de agosto de 2013

Tá chegando a hora...

38 semanas, Henriquinho. Nosso encontro está cada vez mais próximo. Sua tia Zilda e sua prima Nathália chegam na próxima semana para ver você e, de quebra, me ajudar um pouquinho. Vai ser ótimo ter esse suporte nos seus primeiros dias em casa, já que a bagunça promete ser grande (como é todo nascimento de um bebê é..rs..rs). Continuo ansiosa, nervosa, etc e tal, mas com muita vontade de ter você em meus braços, saudável, feliz e cheiroso (porque não há perfume mais gostoso do que o cheiro de um filho).

Seu quartinho está pronto. Simples, como foi o da sua irmã, mas organizado com muito amor. O dela foi branco e lilás. O seu é branco e verde. Na verdade, os móveis (cômoda, bancada e berço) são os mesmos que foram da sua irmã, pois ela fez questão de emprestá-los a você. Os detalhes em verde ficam por conta do kit que comprei (abajur, porta-fralda, porta- objetos, garrafa térmica, etc). Aliás, o kit foi escolhido e comprado pelo seu pai, há meses. Como bom militar, ele ama verde e, evidentemente, essa cor fará muito parte da sua vida. Já compramos também uma linda banheira (tenho que reaprender a dar banhos em bebês..rs) e você ganhou um carrinho (preto e vermelho, Mengooo!!!) da sua irmã mais velha e madrinha, Natália e um bebê conforto que foi de Gabriel, filho de uma amiga/irmã minha (madrinha de Maria Luiza). No mais, todas as suas roupinhas estão cheirosas , lavadas, passadas e guardadas com muito carinho, prontas para sua chegada.

É isso, meu amor. Está tudo pronto, só falta você!

Beijos! Te amo!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Mais Próximo a Cada Dia...

36 semanas, Henriquinho. Logo, logo, você estará aqui conosco, do lado de fora do barrigão. Confesso que não vejo a hora de ter você em meus braços. Fico imaginando seu rostinho, seu cheiro... Imagino a nova rotina da casa, a reação da sua irmã, do seu pai... Ao mesmo tempo, toda essa novidade também me assusta. Será que darei conta? Será que conseguirei ser uma boa mãe para vocês? Ah, esses hormônios da maternidade nos enlouquecem, pode acreditar. Já chorei horrores, escondida no banheiro. Por que? Sei lá. Só me dá vontade de chorar, de vez em quando. Depois, passa, tudo passa.

Também ando cansada demais. Sem ar, com dores nas costas, com as pernas pesadas, sem ânimo para muitas coisas... Fim de gravidez é cansativo mesmo. É interessante pensar em como a chegada de uma nova vida nos lembra como é a rotina de uma pessoa mais velha, pois é assim que eu me sinto. A cabeça está ótima, mas o corpo já não responde direito aos meus anseios. Primeiro, confesso que meu visual já não me agrada: a barriga é enorme, os cabelos urram por tratamentos químicos que não podem ser feitos (por enquanto), poucas roupas caem bem...Além do mais, as pernas não respondem quando quero andar mais rápido, abaixar para pegar alguma coisa é um sacrifício, dormir é uma guerra já que o ar parece não entrar nos pulmões e o corpo inteiro doi. Deve ser assim que nos sentimos na velhice. É como um aprendizado de respeito aos mais velhos, pois o corpo falha, independentemente da nossa vontade, algum dia. A preparação de uma vida nos lembra o quanto a vida é valiosa é efêmera, ao mesmo tempo.

Bem, meu filho, filosofias à parte, espero que tudo esteja direitinho aí por dentro. Sei que o espaço já está bem reduzido e que nosso encontro está cada vez mais próximo. Então, meu amor, saiba que você já é muito bem vindo e que todos nós estamos ansiosos pela sua chegada.

Beijos, sua mãe.