Faltando dois dias para completar 4 meses, ele resolveu se rebelar: começou a rolar no berço, a se arrastar que nem uma minhoca, a bater com força nos badulaques de sua cadeirinha hiper-mega-blaster de balanço colorida e a "conversar" num dialeto todo próprio de "uhhhhs, ahhhhs e guuuus". Adorei! Apesar de achar que essa revolução veio meio cedo (essas coisas não ocorrem lá pelo quinto mês???). Só sendo muito super mesmo, esse meu filho! Só quero ver a cara do pai, quando chegar de viagem, e encontrar esse prodígio que ele colocou no mundo comigo!
Começou como um pequeno diário sobre a sua chegada, bebê (MARIA LUIZA!!!), onde tentei exprimir, por meio de palavras, toda a emoção que você trouxe a mim e a seu pai, desde o primeiro instante em que soubemos que você existia. Agora, alguns anos depois, a aventura continua com a chegada do seu irmão HENRIQUE. É mais um grande amor que surge em minha vida e um companheiro para a sua. O blog é para vocês, meus filhos, meus amores, as melhores partes de mim.
sábado, 14 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Não há tristeza que resista
Então, que meus filhos são lindos. Sou mãe coruja assumida e não me canso de olhar para eles com aquele olhar de "poxa, vida e pensar que fui eu que fiz essa belezura toda"! Meu marido diz que o mérito é dele e que eu fui apenas um "ótimo forninho". Jura?! Sei... Eles são a minha cara, desculpa aí.
Os olhos dos meus filhos? Perfeitos. Nada de azuis celestes. São castanhos escuros e expressivos. Maria Luiza, desde cedo, demonstrou ter um olhar profundo, daqueles que enxergam a alma da gente. Já Henriquinho tem um olhar extremamente amoroso, que faz com que você se sinta única no mundo. E os dois têm sorrisos impressionantemente apaixonantes! Sou suspeita para falar, eu sei, mas é que são apaixonantes mesmo.
Assim, em dias em que estou meio para baixo, olho para os sorrisos e olhos dos meus filhos e agradeço a Deus o presente que é tê-los em minha vida. Eles são a minha riqueza e, por eles, tudo vale a pena.
O Amor sempre nos salva.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Quatro Anos
Hoje, faz quatro anos que nós nascemos, filha... Você, quando saiu de dentro de mim, nasceu para todos nós. E eu, ao encontrar o seu olhar pela primeira vez, ainda na sala de parto, nasci como mãe. Eu poderia relatar exatamente cada minuto daquele dia, minha linda, porque está aqui, gravado na minha cabeça para sempre, mas é simples resumir tudo em uma única palavra: AMOR. O mais puro, o mais verdadeiro, aquele que a gente acha que só existe em filmes... Amor. É como se a gente já se conhecesse desde sempre e eu acredito que já nos conhecíamos sim e que você me escolheu como mãe. É o que o meu lado espiritual diz, filha. Nós nos reencontramos e que bom que aconteceu! Obrigada pela sua escolha, meu amor. E obrigada a Deus por ter permitido esse encontro e ter depositado em mim tamanha confiança.
O aniversário é seu, meu amor, mas o maior presente será sempre meu: você!
Parabéns, minha vida!!!
"I´m still enchanted by the light you brought to me... I listen through your ears, through your eyes I can see..." - U2
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Festinha Chegando
O aniversário de Maria Luiza está chegando e, desta vez, tive que me render a uma festa "produzida" por outra pessoa. Todo mundo que me conhece sabe que eu amo fazer a festinha dela, do meu jeito, colocando a mão na massa (literalmente!), de um jeito caseiro, como eram as festas de antigamente. Mas, este ano, com a chegada de Henriquinho, meu tempo ficou meio limitado. A festa foi "contratada", mas será feita em casa. Ao menos isso. Temos um grande quintal e eu faço questão de usá-lo. Casa de festas nem pensar! É artificial demais para o meu gosto.
Enfim, como eu não me aguento, os centros de mesa e alguns docinhos serão feitos por mim. Não tem jeito, eu preciso participar de algum jeito!!!!..rs...rs É que quero que ela saiba que eu dei meu toque em alguma coisa, que eu fiz questão de fazer parte desse momento tão especial para todos nós. Minha atuação, este ano, será uma coisinha de nada, muito simples, mas, ainda assim, estará lá, como um pedacinho de carinho meu para minha filha.
Amo muito você, minha pequena. Sempre!
P.S: Filho, você também contará com a "Mamãe´s Party Corporation" nos seus aniversários vida afora. Enquanto eu puder (e você e sua irmã quiserem, evidentemente), farei bolos, brigadeiros, colarei meus dedos com cola quente, encherei balões, tudo, tudo, tudo, para transformar a comemoração de cada ano da vida de vocês em dias muito especiais (porque vocês são MUITO especiais para mim, meus amores!!!).
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
No Regrets
A culpa passou. Meu filho, antes tão mirradinho, ganhou peso, está super esperto e saudável. E está tomando complemento sim, o NAN que a médica passou. Ainda dou o peito, evidentemente, mas a alimentação virou mista. Resolvi não sofrer. Tenho a consciência limpa, clara e cristalina de que tentei a amamentação exclusiva, mas meu corpo me pregou uma peça: como na gravidez anterior, minha produção de leite não é suficiente para matar a fome de meu rebento. Paciência. O NAN também não é nenhum lixo tóxico, certo?! Portanto, sem tristeza, sem culpa e sem julgamentos, por favor. Não vou aceitar gente apontando o dedo para mim e me olhando torto por conta da amamentação. Da primeira vez, engoli algumas críticas. Só que pimenta no dos outros é refresco. Ninguém está na minha pele para saber o que eu passo, nem o que eu sinto. Então, graças a Deus que posso complementar a alimentação do meu filho com algo que, se não é o melhor para ele, está bem próximo de ser.
Como bem diria Piaf: je ne regrette rien. Não mesmo!
sábado, 21 de setembro de 2013
Eu, Minha Culpa e a Cássia Kiss
Então que levei meu filho à pediatra e ela constatou o que eu já sabia: ele não engordou o que devia ter engordado desde que nasceu. Por que? Bem, segundo ela é porque meninos comem mais do que meninas, e, aparentemente, não está dando tempo do meu peito encher de leite, por isso ele não está comendo o suficiente e blá, blá, blá. Tudo isso para dizer que ele precisa de complemento e que eu preciso de um analista/psicólogo/pai de santo para me conformar com a situação.
Estou me sentindo uma mãe com defeito. Dois filhos, dois problemas com a droga dos peitos amamentação. Já passei por isso antes, achei que seria diferente desta vez, mas nada. Cuspi na testa, como sempre. Achei que não me sentiria culpada, mas me sinto cada vez que enfio a mamadeira na boca dele. Como as outras mulheres conseguem amamentar??? Por que comigo é assim??? Só lembro da Cássia Kiss, com aqueles peitos cheios de leite, no cartaz antigo e amarelo da maternidade, fazendo propaganda sobre leite materno. Odeio a Cássia Kiss e os peitos dela. Odeio os meus peitos e a insuficiência de leite deles. Odeio lavar mamadeiras (odeio lavar louça em geral, para falar a verdade) e me recuso a dar leite em copinho de plástico, porque já fiz isso antes e se minha filha conseguia engolir 1ml era muito. O resto ficava na roupa dela. Odeio odiar tanta coisa.
Vi um documentário na TV britânica que falava que o Reino Unido tem a segunda menor taxa de amamentação do mundo. Lá, as mulheres simplesmente não querem amamentar e isso é normalmente aceito (cadê o povo evoluído dos "estrangeiros"???). Aqui, não é. Quem não amamenta é olhada como um E.T. Eu sou uma E.T.. Embora queira dar o melhor leite para os meus filhos, não consigo. Rendo-me, então à prescrição médica: peito e Nan, de três em três horas. Acho que vou me mudar para a Inglaterra para ver se me sinto uma mãe menos monstro.
Espero que meus filhos me perdoem por essa minha insuficiência "leitorífica". Espero que a Cássia Kiss me perdoe pela inveja que eu sinto dos peitos dela, cheios de leite, exibidos naquele cartaz antigo. E espero, principalmente, que eu consiga me perdoar por não ser a super mãe que eu acreditava ser.
That´s all.
domingo, 15 de setembro de 2013
Primeiro Mês
Então, meu filhote está completando um mês. Confesso que ando meio zumbizando ainda, pois as noites de sono profundo praticamente não existem. Acordar de madrugada é uma constante. Normal, filhote ainda é pequenininho e não pode passar muito tempo sem comer. Além do mais, quando ele dorme, é hora de dar atenção à filhota, que, por sua vez, é um amor com o irmão, o que faz com que eu sinta que todo esse cansaço vale a pena.
O complicado está sendo a amamentação... Achei que fosse aguentar o tranco somente com as peitcholas, mas o negócio é mais difícil do que eu pensava. Recorri ao NAN durante algumas noites, minha culpa, minha tão grande culpa. Não sei se o meu leite é pouco, ou se filhote come demais,mas o certo é que, às vezes, só o peito não dá conta, daí, a salvação é o leite artificial. Claro que eu chorei mais de uma vez por não ter leite jorrando das mamas como gostaria. Sinto culpa por usar o leite artificial, sinto culpa quando não uso e acho que estou deixando meu filho com fome, sinto culpa por tudo, o tempo todo. Coisa de mãe. Na próxima semana, vou levá-lo ao médico para saber como está o ganho de peso (para mim, ele está muito magrinho) e, então, vou saber se o leite materno está sendo suficiente ou não. Sim, estou preocupada e um pouco triste. É como se eu fosse uma "mãe com defeito", por não produzir tanto leite. Com Maria Luiza foi até pior, mas, enfim, vamos esperar a consulta para dar razão a mais lágrimas ou não.
No mais, o que posso falar é que meu amor pelos meus filhos aumenta cada vez mais a cada olhar, a cada sorriso, chorinho, troca de fraldas... A jornada de uma mãe de dois é complicada e cansativa, mas o cansaço a gente sabe que passa, com o tempo...O amor permanece. Para sempre.
E que venham os próximos meses...
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