quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Torre da Rapunzel

Então que o colégio de Maria Luiza resolveu fazer uma feirinha de Ciências... Interessante, louvável, a não ser por um pequeno ponto: o trabalhinho que passaram para ela fazer. Adivinha? Uma maquete de um ponto turístico da Itália (oiii???). Como assim?! Pode isso, produção?! Minha filha tem três lindos aninhos e está longe de saber o que é uma maquete, imagina só ter que fazer uma! Falei com a "tia", na maior educação, pois a menina é muito legalzinha,  mas de nada adiantou. Minhas ideias para uma feirinha destinada a crianças pequenas não agradaram muito. Acho que as outras mães estavam muito loucas para fazer maquetes, endoidecidas por mostrar os dotes artísticos de seus rebentos (sei, sei...). De modos que...enfiei a viola no saco e resolvi entrar no jogo, mesmo porque não queria que minha filhota chegasse lá no dia, sem o "trabalhinho" pronto, e se sentisse isolada do grupo (já passei por isso na infância. Muuuito chato). 

Assim, arregacei as mangas e fucei a internet em busca de ideias. Nunca fui à Itália, mas sei que alguns pontos são impossíveis de fazer (ao menos para pessoas com dotes artísticos limitados como os meus). Coloquei de lado o sonho do Coliseum  (juro que pensei nele!) e resolvi me aventurar pela Torre de Pisa. Cartolina, papel crepom, cola quente, canetinhas... E saiu assim:

Ok, ok, podia ser melhor... Acho que deveria ter desenhado com mais calma os detalhes em preto, deixando as linhas retas e não tortas, mas, confesso que estava meio sem paciência para isso. Foquei mais em não deixar a danada da torre tombar. E haja cola quente! E hajam dedos queimados de cola! 

Entreguei o "trabalhinho"da minha filha hoje. Com o nome dela, mas feito por mim. A professora achou lindo, algumas mães me olharam meio torto (inveja mata, fia!), mas, enfim, foi entregue. 

Ainda acho absurdo ter que fazer um trabalho que deveria ser feito pela minha filha (lógico, se fosse algo ao alcance dos três aninhos dela), mas tudo bem. Fiz porque fui minoria vencida e, principalmente, fiz por ela, que, quando viu a torre terminada, veio me perguntar o que era. E eu expliquei: "- É a Torre de Pisa, meu amor. Fica na Itália". E ela: "É a torre da Rapunzel, mamãe. E fica na floresta." 

É isso aí, filha. É isso mesmo. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

E sua festinha foi assim...

Então, filhota, sua festa foi linda, modéstia à parte. Simples e colorida, do jeito que a moçada gosta!
Você, radiante na sua fantasia de Tinkerbell, recebeu os convidados com um sorriso sincero e um "obigada" na ponta da língua (e a mamãe se derrete!!!). Ganhou, sim, muitos presentes (legal!) , mas o melhor mesmo foi ver sua alegria, seus olhinhos brilhando para a mesa arrumada, bolo confeitado, docinhos, casa cheia de gente lhe paparicando... Você curtiu de verdade seu aniversário, meu amor! Como sempre, valeu o cansaço, os dedos queimados de cola quente, as furadas de arame, as mãos tingidas de corante comestível de todas as cores ( trocinho difícil de desgrudar, viu?!) e outras "cositas" mais que deixaram a semana pré-festinha meio tensa. Enfim, valeu tudo, meu amor.

E agora, que as fotos falem por si. Vamos lá:


Nós!
A Mesa do Bolo

Sempre acho que poderia ter arrumado a mesa melhor, tipo puxado essa torre da direita para mais perto do bolo (sim, sou neurótica!!!!)

Bonitinho, né?!

Arranjo de mesa (devia ter colocado mais bolas... ou mais borboletas...Neura!!!)

Meus cupcakes!

Também fiz!!!

E olha o bolo, minha gente! Levei menos tempo (menos HORAS) para terminar do que no ano passado... Estou melhorando, hein?!

Mais cupcakes (a cobertura murchou, infelizmente. Tô aprendendo ainda, tá?!)

Guloseimas (tá vendo?! Se eu tivesse puxado a torre cor-de-rosa mais para a esquerda, ela não sumiria atrás dos pirulitos e sairia melhor nas fotos....Pronto, estou frustrada!).

domingo, 4 de novembro de 2012

Três Anos

E três anos se passaram...

Você fala pelos cotovelos, faz birra, faz charme... Não é mais a menininha dos terríveis dois anos, mas a menininha de gênio forte, totalmente desfraldada (viva!!!) e muito carinhosa que completou três aninhos (e mostra os dedinhos, toda orgulhosa).

Você mudou nesse tempo, eu mudei nesse tempo.Choramos, rimos, brincamos, brigamos...Mas, acima, de tudo, amamos, meu amor. Morro de orgulho de ser sua mãe, me derreto com seus beijos, aprendo com você que a vida é muito mais do que eu conhecia antes do seu nascimento. Meus desejos são outros, meus medos são outros, e tudo, absolutamente tudo, está ligado à você, ao seu bem estar, a sua felicidade.  Acho que ser mãe é meio assim: a gente sai dos holofotes e fica em segundo plano, só para ver o filho brilhar. 

Eu não sei se sou uma boa mãe... Há dias em que acho que sim, outros em que tenho certeza que não. Na verdade, acho que sempre é preciso melhorar. Sempre. Por você. Porque mesmo com toda birra do mundo, me chamando de "feia"de vez em quando para logo em seguida dizer que eu sou "muito linda", você é a razão da minha felicidade, inclusive naqueles dias em que está difícil ser feliz (porque esses dias existem, infelizmente). 

Adoro dormir com você agarrando a minha mão, ou quando me abraça apertado e diz "amo você, tá?!". Amo sentir seu cheirinho, ver seu sorriso, ouvir suas intermináveis estórias sobre ser bailarina, fada, "pincesa"... Acho lindos seus cachos, embora tenha me livrado dos meus (não faz isso, promete?!). Perco a noção do tempo quando lhe vejo brincar com seu pai e fico emocionada com a  intensidade da  ligação que existe entre vocês. Agradeço a Deus por você ser saudável, esperta, feliz, por poder estudar num colégio legal, conviver com pessoas legais, ter o que comer todos os dias (embora prefira viver de luz)... Enfim, amo todo e cada pedacinho seu. 

Neste seu dia, eu só lhe desejo o melhor: o que há de mais feliz, mais colorido, mais encantado, mais abençoado, mais risonho, mais educativo, mais bagunçado, mais musical, mais brincalhão, mais saudável, mais protegido, mais doce, mais tudo de bom que uma criança pode querer! E desejo que eu possa lhe proporcionar todo amor, carinho, atenção, amizade, e até mesmo disciplina materna para que você siga feliz o seu caminho, com responsabilidade e a certeza de que eu estarei do seu lado para o que der e vier.

Feliz aniversário, minha vida. Muitos e muitos anos de incontáveis alegrias!

Com amor,

Sua mãe.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Preparativos!!!

Seu aniversário está chegando, baby. Este ano, serão duas festinhas: uma no colégio, para a turminha da pesada e a professora querida; e outra aqui em casa, com os amigos mais chegados. Duas festinhas simples, mas com o toque personalíssimo desta mãe que vos fala. Sim, sim, já comecei os preparativos para a ornamentação, já fucei a internet buscando novidades, já furei os dedos com arame, etc. Vai ficar legal muito legal, pode crer, lindona!

Mas, sabe o que é melhor disto tudo? É ver você curtindo e participando do momento! Escolheu o tema da Tinkerbell (ou, para as balzacas como eu: a boa e velha fada Sininho), adora ver as lembrancinhas, os enfeites, conta para todo mundo que vai ter uma festa linda... Adooooro! Babo mesmo! E isso me dá mais vontade ainda de fazer tudo (ou quase tudo) pessoalmente, com muito carinho. 

É isso, meu amor. Mais um niver e, principalmente, mais um produção da "mamãe's party corporation". Coisas que a maternidade nos faz... Eu, que nunca preguei um prego numa barra de sabão, hoje, posso até me considerar uma pessoa prendada, toda trabalhada no artesanato, culinária e o escambau. Por você, meu amor. Sempre por você.

Te amo, gostosa de mamãe!!! 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Bom e o Ruim do Desfralde

Ouso dizer que o desfralde está quase finalizado. Tirando umas escapadinhas sem-vergonhas que acontecem vez por outra, o processo está bem tranquilo. Agora, sendo sincera, o desfralde é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque é momento de evolução, amadurecimento da criança, descanso do bolso (porque fralda custa caro pra caramba!), etc. Ruim porque levar menina a banheiro público é fogo! É um tal de forrar vaso com metros e metros de papel higiênico, carregar assentos descartáveis de várias marcas na bolsa, segurar a pessoinha de forma que seu bumbum principesco encoste o mínimo possível nas camadas de papel que forram o trono, rezar para que o shopping/restaurante/qualquer lugar do planeta possua banheiro exclusivo para crianças (o que não impede que a mãe neurótica continue praticamente plastificando o vasinho, mas ao menos dá a sensação de que nenhum traseiro adulto e intruso já sentou ali) e assim por diante.

Recentemente, passei por uma nova experiência "inspiradora"que só o desfralde poderia me proporcionar: levar a filhota ao banheiro de um avião. Alguém que já trocou fraldas dentro do banheiro de uma aeronave já tem uma boa noção de como é complicado se movimentar dentro daquele espaço minúsculo e angustiante. Agora, imaginem, entrar ali com uma criança que já passou e muito da versão "sou um bebê pequeno", não cabe mais nos braços e muito menos no trocador e que, ainda por cima, anuncia alto e em bom som para toda a tripulação e passageiros que precisa muito fazer xixi/cocô! É isso aí... Instala-se uma cara de paisagem instantânea no rosto e leva-se a figurinha ao maldito micro-banheiro, ignorando os olhares sádicos curiosos que queimam suas costas. Uma vez lá dentro, é entregar a alma a Deus e começar o contorcionismo. Ah, e se a viagem for longa ou se a criança em questão gostar, sabe-se lá porquê, de contrariar as leis da Física relativas ao espaço, o processo se repetirá incontáveis vezes.

Saudades das fraldas?! Talvez. A gente desfralda as crianças sem lembrar dos banheiros públicos. Penso que  mães de meninos sofram menos com isso, pois o "equipamento" dos garotos é melhor adaptado a essas situações emergenciais fora de casa (pelo menos, com relação ao "número um"). Enfim, faz parte do pacote. Eu, como mãe, é que tenho que me adaptar à nova fase de minha filha, ainda que seja fazendo contorcionismo em banheiros minúsculos ou extremamente carentes de limpeza adequada (vulgos "ecaaaaaaaa!").

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Desfralde- Parte 2 (Uma Luz no Horizonte!!!!)

Filha, mamãe está tão feliz! O motivo vai ser embaraçoso daqui a alguns anos quando você ler este post, mas não tem jeito, vou ter que contar: você fez cocô no vasinho (está escutando os fogos de artifício?! Pow, pow, pow!!!)!!!! Foi ontem à noite, quando estávamos vendo "A Princesa e o Sapo" pela milésima vez. Você pediu para fazer "xixi" e eu lhe levei para o vasinho. De repente, não mais que de repente, você arregalou os olhos de surpresa, abriu um sorrisão e...serviço completo! Nem acreditei! Você viu minha cara de espanto e perguntou logo: "Você ficou feliz, mamãe?". Claaaaaaaaaaaro que fiquei, meu amor (mais fogos de artifício, please: pow, pow, pow!!!)! Eu não esperava mesmo. Já havia me acostumado a lavar calçolas sujas, limpar bumbum um tanto quanto detonado de cocô... Enfim, já havia entregado os pontos, na conversa de "dar tempo ao tempo". E parece que o tempo chegou, né?! Sem crise, sem choro, sem medo, naturalmente, como deve ser. Interessante que, tanto o "número um", quando o "número dois" só aconteceram no lugar certo quando eu parei de me estressar com a situação. Quando eu relaxei e parei de lhe atormentar (minha culpa, minha tão grande culpa) com o tal do vasinho, você entendeu bem o recado. Parabéns, meu amor! Estou orgulhosa de você. Você é uma verdadeira princesa (ou "garçonete", como me disse que era esta semana). Vamos em frente, rumo ao desfralde completo! Oba!!!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Eu Sou um Peru de Natal

Hoje, quando lhe acordei para ir ao colégio, fiquei pensando mil coisas nessa minha cachola perturbada. Tipo assim, se eu começar a trabalhar (sim, porque parece que surgiu uma oportunidade no horizonte), como vou sobreviver um dia inteiro longe de você? É que nessas lonjuras cariocas, sair de onde moramos para o centro da cidade significa acordar muito cedo (antes de você) e partir para a labuta em ônibus, trens, metrôs, tapetes mágicos, ou qualquer outra coisa diferente de carro, já que estacionamento é artigo de luxo e em extinção por aqui. Como é que vai ser? Quem vai beijar seu pescoço para lhe acordar pela manhã? Quem vai dar seus queridos iogurtes com toda paciência do mundo? Quem vai lhe levar para o colégio? Seu pai?! Mas, ele também tem que sair cedo... Será que ele vai conseguir?  E outra coisa: você vai passar para o período integral da escolinha... Será que vão dar conta de fazer a comidinha do jeito que você gosta, lhe dar banho com cuidado para a água não cair nos olhos, pois você odeia quando isso acontece? Será que vão lhe colocar para tirar a sonequinha da tarde, cantarolando no seu ouvidinho? Ai, filha, e eu? Como é que eu fico nessa estória toda? Eu quero muito trabalhar, mas, ao mesmo tempo, tenho um medo tão absurdo de passar o dia longe de você! Eu sei, eu sei, não serei a primeira mãe do mundo a fazer isso. Muitas deixam seus filhos muito menores em creches e partem para a luta diária. Mas, eu não tenho esse botãozinho de desprendimento tão fácil. Lembra do seu primeiro dia de aula? Pois, é, o desespero vai ser maior, tenho certeza. Eu não tenho facilidade em superar o trauma da separação. Dizem que crianças conseguem isso a partir dos dois anos, mas não dá para estabelecer uma idade para as mães. Mãe não quer se separar de filho e ponto final! Eu não quero. Mas, talvez, seja preciso. Estou parecendo peru de Natal, que morre na véspera, né?! Eu sei. Talvez, esse emprego nem dê certo. Mas, sim, eu estou com essa sensação boa e ruim ao mesmo tempo: boa por ter sido lembrada profissionalmente; ruim porque talvez isso signifique uma quebra na nossa rotina.
Prazer, filha. Eu sou um peru de Natal.